Resumo GD Observatório Fora do Eixo – Comunicação, Cultura e Universidade

2º OBSERVATÓRIO FORA DO EIXO – CONFERÊNCIA LIVRE DE COMUNICAÇÃO
Quarta – 18 de novembro
Web Rádio Fora do Eixo e Freenode
“Comunicação, Cultura e Universidade”
Palestrante – Mariana Pezzo – Diretora de Comunicação UFSCar

Bloco 1 – Painel

Conferências:
Uma preocupação em relação à conferência é que a questão da comunicação é tratada afastada da cultura. Tanto que nas conferencias de cultura a comunicação tem um papel periférica. Ela acha que é papel de todos trazer uma pra mais perto da outra.

Ela acha que um tema que deve ser debatido na conferencia é o suporte para os centros de comunicação pública. Outro ponto é a questão da gestão democrática a gente só pode entender meio de comunicação como públicos é quando há um conselho e com ampla participação da sociedade civil. Temos que pensar o que significa gestão estatal e gestão democrática.

O que se entende por qualidade por qualidade de conteúdo. Não há controle da programação radiofônica ou televisiva, mesmo que não seja um canal público, já que as concessões para rádios e tvs prevês uma atuação pública maior.

Importância de haver uma mobilização para participação dos agentes nas conferências, já que ela vai ser um grande campo de negociação.

Universidade:
A universidade não aparece no processo de construção de conferências. A relação Universidade x Conferências é importante. Temos de ter em mente que a universidade não é financiadora, e o que ela tem melhor pra oferecer é o acesso ao conhecimento sistematizado e à reflexão. Mais importante é o que a univesidade ganha com a aproximação desses coletivos de comunicação.

A cultura dos movimentos sociais é diferente da cultura tradicional das universidades, que tem uma velocidade diferenciada – já que tem que passar por conselhos e outros mecanismos de debate.

Nas universidades há dois extremos de cultura – Cultura Erudita, da elite e a Cultura Assistencial, trabalhando com os saberes tradicionais, como o folclore.

Os cursos de comunicação das universidades brasileiras estão parado no tempo. Não estão formando profissionais qualificados para o cenário dinâmico da comunicação atual, tanto pela segmentação dos cursos – formam jornalistas, ou RPs, nunca pensam em comunicação integrada.

As universidades federais tem uma particularidade de estar no país inteiro, o que é verdade para o circuito. A gente enxerga que se cada local que existe universidade fosse pressionada pelos movimentos sociais, a gente teria uma rede de trocas de conteúdo. Em São Carlos existe a Rede IFES.

Se observarmos a cadeia produtiva da música, a gente tem desde exemplos como os das incubadoras de cooperativas, que auxiliam na economia solidária, tem setores para produção, processos educativos, para engenharia de produção.

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Bloco 2 – Perguntas

Marielle Ramires: Queria que ela traçasse um panorama sobre a rede de rádios universitárias. quem faz parte? qual o projeto politico da organizacao para o proximo ano?

– Existe a Rede IFES, que é uma rede que agrega as universidades federais, que surge de uma ferramenta tecnológica para o compartilhamento da Rádio e Tv para as universidades. Não há necessidade de ter uma tv ou rádio, basta apenas produzir material nesse formato.

A IFES é a porta de entrada para uma rede de compartilhamento com muito mais instituições, os coletivos poderia usar essa plataforma.

– Você tem um edital, como o do MinC, que prioriza os projetos que tem como demanda a pressão dos movimentos sociais. A Universidade não é financiadora, mas tem acesso a alguns mecanismos de financimento, como o fundo para a ciência e tecnologia. Então essa pode ser uma primeira parceria.

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Bloco 3 – Perguntas

Alfa Canhetti: Poderia citar exemplos de casos de projetos revelantes de comunicacao que estao acontecendo nas universidades brasileiras ?

Programas especiais que são focados na diversidade de programação musical apresentada. Além de formatos de programas inovadores, pautados na autogestão.

Um projeto a se destacar se chama “Fala Favela” de capacitação de agentes culturais, a princípio no Rio de Janeiro, mas não só pra capacitar, mas também estimular a criação de rede, para que o projeto tivesse continuidade. Essa capacitação durou de 3 a 4 meses, com reuniões semanais, de 4 horas, onde se passava conhecimento teórico e prático e a organização de um festival chamado Fala Favela, que acontece dentro da Universidade. Também estão preparando um CD. É um projeto relativamente simples, em tempo relativamente curto, mas que é bastante legal.

Pedro Corrente: Como as rádios universitárias podem dialogar com a comunidade e os seus agentes culturais – pessoas que podem ter menos instrução ou menos conhecimento das leis de fomento de cultura?

Quem mais ganha ao lidar com a comunidade é a universidade brasileira. Porque a universidade é homogenea e com isso, mais diversidade.

Jovem: Como você enxerga as rádios livres e comunitárias e a relação da universidade com esses meios?

A gente tem duvida nenhuma apóia a relação, não só apoia como estimula.
Com a digitalização, a chance de que elas existam está cada vez maior. Acho que o maior problema é a falta de regularização. Além de regularizar, tem que dar celeridade e rapidez nesse processo de concessão. Não é do interesse do Ministério de Comunicação que essas concessões sejam concedidas.

Existe história de universidade de universidades que colaboraram para o fechamento de uma determinada rádio livre. As universidades que apóiam, esse apoio não é completo justamente pela falta de regularização. Isso leva para a criminalização mesmo.

Considerações finais

Acredito muito na universidade, nas oportunidades que ela pode proporcionar. Está na hora de aproveitar o momento e provocar as universidades, o Ministério já está fazendo isso. A conferência de comunicação é símbolo forte, assim como como a de cultura que acontece há muito mais tempo. A gente tem o dever de procurar e provocar a Univesidade, de criar problemas, que ao serem resolvidos, estamos movimentando e melhorando a comunidade.

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