Projeto Incubadora

Visando o incentivo, réplica e adaptação do projeto Incubadora em demais locais, a produtora DoSol realiza na próxima segunda-feira, 05 de dezembro, um Observatório, sediado no Dosol (Natal-RN), também será transmitido ao vivo e os espectadores poderão participar via internet.

O projeto Incubadora foi idealizado pela produtora DoSol e prevê a sistematização e suporte de registro, produção e difusão de artistas locais, e em sua primeira fase recebeu Hossegor, Venice Under Water, Camarones Orquestra Guitarrística, Monster Coyote, Talma & Gadelha e outros artistas potiguares.

O maior objetivo da atividade é colocar os artistas em contato com novas formas de produção de música, dividindo experiências acumuladas nos dez anos de ação da produtora DoSol com música, trocar tecnologia e métodos de registro e difusão com outros combos culturais do Brasil e do mundo.

Para eviar perguntas, basta twittar com a hashtag #ObservatorioFdE.

Serviço

Observatório Fora do Eixo:
Projeto Incubadora

Participantes:
Anderson Foca (DoSol),

Segunda-feira, 05/12
às 19h (horário de Brasília)

Canal: http://bit.ly/tvSmZg
Participe: #ObservatorioFdE

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Observatório Fora do Eixo de Rádio Livre

A Web Rádio Fora do Eixo e o Coletivo Ajuntaê de Campinas promovem no sábado, dia 17/09/2011, um Observatório para discutir a radiodifusão FM no Brasil. Esta ação surgiu após o Circuito Fora do Eixo receber um transmissor FM da Ong Descentros, em uma chamada pública para distribuição do aparelho.

Neste observatório será apresentada a instalação, manutenção e funcionamento do Transmissor FM. Esses processos serão filmados e transformados em um vídeo-manual que acompanhará o aparelho nos próximos destinos. Por fim, o evento tem o objetivo de abrir a discussão dos rumos do transmissor na rede Fora do Eixo.

Tópicos do Observatório:

1)Teórica/Histórica – Rádio Livres
Um pouco do histórico da radiodifusão no mundo e no Brasil. Leis de Audiodifusão, Rádio Livre, Desobediência Civil.

2)Prática – Uso do Transmissor FM
Como instalar e operar um transmissor FM. Esse tópico será realizado na sede do Coletivo Ajuntaê, que se tornará temporariamente base do transmissor.

3)Discussão – Como o FDE usará o transmissor
Fechando o observatório, será realizado um bate-papo visando discutir qual será a política de uso do transmissor dentro do circuito.

Participantes
Thiago Novaes – Bacharel em Ciência Política (UNICAMP), coordenou em 2005 a implementação dos Pontos de Cultura Digital junto ao Ministério da Cultura, integrando a Coordenação do Projeto Casa Brasil em 2006. Trabalhou de 2002 a 2004 como pesquisador na Diretoria de TV Digital do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (CPqD), responsável por serviços interativos e audiovisuais. Atua há 10 anos em pesquisa e implementação de rádios de baixa potência, tendo publicado traduções e artigos sobre o tema. Atualmente, cursa o doutorado em Antropologia pós-Social na UNICAMP, investigando a relação humano-técnica e os rumos que o direito autoral e a propriedade intelectual estão tomando neste começo de século XXI. Apresenta programa na Rádio Muda às terças-feiras, das 18h às 20h (escute o stream da rádio colando esse endereço no seu player: http://orelha2.radiolivre.org:8000/muda ).

Gabriel de Souza Fedel – Membro do Coletivo Ajuntaê, articulador do Fora do Eixo e Gestor da frente de tecnologias do Fora do Eixo. Militante do software livre, atua principalmente com ferramentas aplicadas à produtos artísticos como música e imagens. Também atuou no movimento das rádios livres junto à Rádio Alternativa de São Carlos/SP. É formado em Ciência da Computação pela USP São Carlos (2008) e Mestre em Ciência da Computação pela UNICAMP (2011).

Jovem Palerosi (aka Youngman) tem 25 anos, é músico, dj e produtor musical. Se formou no curso de Imagem e Som na UFSCar onde realizou diversos projetos audiovisuais. Participou do grupo que implantou a Rádio UFSCar, tendo trabalhado como estagiário em sua programação. É fundador do Massa Coletiva, e trabalha com o projeto Independência ou Marte desde 2007, tendo sido contemplado pelo MinC como Ponto de Cultura e Ponto de Mídia Livre. Nos últimos anos colaborou com diversas bandas, projetos musicais e esteve presente em festivais de música independente por todo o país, seja na discotecagem ou na transmissão e cobertura junto a Web Radio Fora do Eixo.

Atualmente coordena o estúdio do Aparelho Coletivo, ponto de linguagem em música do Fora do Eixo em São Carlos e participa de um quarteto do projeto Música/Coletivo do Rumos Itaú Cultural, entre outros projetos.

Referências: Textos e Livros

Textos reunidos pelo Coletivo Rádio Muda
http://muda.radiolivre.org/?q=node/11

Tradução do livro Radios Libres de 1978
Escrito pelo collectif rádios libres populaires
http://estudiolivre.org/tiki-index.php?page=LesRadiosLibres&bl;

Rádios Livres: o outro lado da voz do Brasil
Marisa Aparecida Meliani Nunes
Dissertação defendida em 26 de abril de 1995.
http://brasil.indymedia.org/media/2003/03/249584.doc

O Movimento das Rádios Livres e Comunitárias e a
Democratização dos Meios de Comunicação no Brasil
Cristiane Dias Andriotti
Dissertação defendida na Unicamp em abril de 2004.
http://www.midiaindependente.org/pt/blue//2004/05/281592.shtml

Rádios Livres: a reforma agrária no ar!
Scanner do livro de Marcelo Mazagão, Arlindo Machado e Caio Magri de 1986
http://dodopublicacoes.wordpress.com/2009/03/15/radios-livres/

Vídeos e Áudios: Rádio Muda

Serviço
Observatório FdE “Rádio Livre”
Tema: Rádio Livre, Leis de Rádiodifusão e Transmissão FM
Dia: Domingo – 17de setembro de 2011
Horário: 17h00
Local: Sede do Coletivo Ajuntaê – R. Prof. Luiz Cerqueira Monteiro 45, Jd. Proença – Campinas
Canal de transmissão: #AoViVoFde: http://www.livestream.com/observatoriofde

Observatório CdC

Ocorreu no último sábado, dia 20, em São Carlos, um debate sobre as novas tecnologias e novos meios de produção e articulação audiovisual. A roda de discussões foi transmitida pelo canal do Observatório FdE e teve uma média de 60 espectadores durante todo o tempo de transmissão, além das 30 pessoas que vieram acompanhar presencialmente essa importante conversa que reuniu Governo Federal, Sociedade Civil e Universidade na sede do Massa Coletiva.

Público acompanhando o debate

Com a mediação de Rafael Rolim, coordenador nacional do Clube de Cinema Fora do Eixo, contribuíram também para o debate:

Amanda Guimarães, organizadora da Mostra Audiovisual de Cambuquira (MOSCA);
Andressa Pappas, assessora do Gabinete da Secretaria do Audiovisual (SAV); Bruno Maceió, coordenador geral de Desenvolvimento Sustentável do Audiovisual (SAV); Cezar Migliorin, professor do Departamento de Cinema e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O debate começou mais como uma conversa, quando o mediador Rafael fez um apanhado do histórico do CdC, dentro do contexto da cadeia produtiva do audiovisual brasileiro.

Após tal contextualização, foi feita uma rodada onde todos apresentaram suas considerações iniciais, com divergências entre uma fala e outra, e embates interessantes que foram acompanhados com muita qualidade tanto pelo público presente quanto pelos que assistiam pela internet, com muitos adendos importantes ao tema, passando por visões teóricas sobre a cultura, políticas públicas para o audiovisual e a produção e circulação cultural como um todo, sempre tangenciando a sustentabilidade das ações e como atingí-la.

Depois de vários pontos de vista expostos, foram detectadas algumas convergências entre os discursos e o tom da conversa assumiu um carater mais propositivo.

A impressão que ficou ao final de tudo foi que, independente das divergências que possam haver entre as perspectivas de todos os interessados na melhoria do contexto do audiovisual no país, podemos sim construir juntos planos que contemplem a todos, e a presença de representantes tanto da Secretaria do Audiovisual quanto da Universidade, além de todo o público que contribuiu decisivamente com tudo, só chancela essa impressão.

Ata – Observatório FDE Clube de Cinema

Observatorio Fora do Eixo – Clube de Cinema

Data: 27 de maio de 2011

Horário: 20h

Local: Casa Fora do Eixo São Paulo

Presentes:

  1. Raiza (CAFE SP)
  2. Yasmin (Massa)
  3. Carioca (Massa)
  4. Rodrigo Bouillet
  5. Dudu (Massa)
  6. Luis Felipe (Massa)
  7. Hiro (Massa)
  8. Josinaldo (Cidadela)
  9. Francine (Macondo)
  10. Gian (Sem Paredes)
  11. Marcelo Cabala (Macondo)
  12. Cris (Difusão)
  13. Tassio (Goma)
  14. Eduardo (Enxame)
  15. Marjory (Enxame)
  16. Ciro (Peleja)
  17. Bianca (Guaicuru/Ponte Plural)
  18. Thiago (CAFE SP)
  19. Vitor (CAFE SP)
  20. Michelle (Megalozebu)
  21. Carol Berger (Macondo)
  22. Diego (Ajuntaê)
  23. Rafa Rolim (Cafe RJ)
  24. Chiquinho (Forum dos Festivais)
  25. Rodrigo Bouillet (Cine +Cultura)
  26. Jorge LaFerla (professor universitário de Buenos Aires)

 

Resumo:

 

1. Rafa Rolim inicia apresentando o primeiro observatório do Fora do Eixo/Clube de Cinema e explicando as principais características do observatório. Pauta o debate que tratara da Cadeia Produtiva, focado na exibição como uma composição cineclubes e festivais de cinema como divulsor do audiovisual brasileiro. Apresenta Chiquinho representante do Fórum dos Festivais e Rodrigo Bouillet representante do Cine+Cultura.

Chiquinho começa falando que começou no audiovisual com um festival composto por todos os curtas-metragens produzidos em São Paulo. Uma das primeiras ações deste festival, foi escrever uma carta de princípios, e atualmente esse festival conta com 60 festivais associados no estado de São Paulo. No Brasil todo existem 220 festivas de cinema. Boa parte deles é feito com orçamento muito baixo ou sem dinheiro algum.  As salas de cinema comerciais cada vez menos dão conta das produções cinematográficas que estão focadas nas grandes produções. São Paulo é o poló que mais contempla as diversidade do não comercial. 92% das cidades brasileiras não tem sala de cinema comercial.

Rodrigo Boulliet conta sua exitosa tragetoria cineclubista pelo Rio de Janeiro. Da um parâmetro sobre o programa Cine+Cultura (1046 kits em todo o Brasil), explica que a composição base de trabalho é praticamente composta por cinclubistas e isso ajuda muito para que funcione. Quase 3.000 cineclubes isso via coletivos, pontos de cultura, kits Cine+.

 

2. Rafa faz uma relação da evolução de cinema digital e difusão da cadeia produtiva com a criação do Fora do Eixo em 2006. O dialogo entre realizadores e militantes, antigos e novos esta mais direto. Fala sobre o Mobiliza Cultura, o que é o movimento e suas importâncias para a cadeia cultural criativa e as políticas publicas e convida o Fórum dos Festivais para fazer parte da lista de discussão.

Dudu fala sobre o laboratório de exibição feito entre o CdC e a Mostra de Filme Livre e pergunta para Chiquinho – Qual as chances de dialogo para que os festivais de cinema liberem seus acervos para os cineclubes.

Chiquinho – Esaa é uma pauta debatida dentro do Forum dos Festivais para sensibilizar festivais por todo o país a aderirem chancela de liberação dos filmes para cineclubes. E realização de atividades permanentes de mostra curta-metragens liberados.

Rodrigo – Complementa dizendo que não cabe mais fazer um festival só de curtas, pois a demanda é além, principalmente com os diferentes gêneros de festivais que existem hoje.

Rafa –  Debate o caminho para a distribuição além de cineclubes e festivais. Estrátegia de aproximação entre realizador e espectador. Incentivando que os realizadores libere seu filme para as entidades e também para que seu filme selecionado ou não para mostras ou festivais cheguem para cineclubes e entidades.

Chiquinho – O grande nó é a distribuição. A palavra distribuição se liga direto aos distribuidores que se ligam automaticamente com as salas de exibições. Um modelo quadrado que iguala os grandes filmes com filmes (arte, docs, nacionais, latinos) uma iniciativa de mostrar o outro lado é a programadora Brasil que tem filmes nacionais de varias épocas e de grande qualidade e que não conflita com a distribuição de venda de dvd’s por ser voltada para pontos de exibições. Isso é uma iniciativa vitoriosa que nada contra a corrente. Porta-curtas da Petrobrás é uma outra iniciativa vitoriosa e via internet mostrando possibilidades com a principal ferramenta de comunicação rápida atual. E dentro disso vemos que precisamos de muito mais que isso para difundir o tanto de produções que são feitas no Brasil que na maior parte não circula.

Rodrigo – Por mais que tenhamos soluções bem sucedidas elas são pontuais ainda.  Não dão conta da demanda. Isso por um lado é bom para estimular que mais iniciativas existam. Existe projeto de filmoteca digital do conselho nacional através de Pontão de Cultura aprovado.

Rafa – Canais de TV tem aberto mais espaço para documentários e animações.

 

3. Hiro – Formação – Como aproximar as pessoas formadas em oficinas pratica e livres e acadêmicos de cinema?

Chiquinho – Na forma acadêmica o curso que mais demanda para o audiovisual é o jornalismo. Mais muitos outros deveriam incorporar essa pratica por uma necessidade moderna e cabe ao ministério da educação querer dialogar com isso. Os cursos específicos estão se destacando por qualidades, entre pratica e teoria. As possibilidades de estar mais perto com os realizadores dentro de sala de aula tem despertado mais a juventude, porem isso já é uma coisa que nos cineclubes é diária mais pouco, isso da questão dentro e fora dos muros acadêmicos.

Rodrigo – Ate a década de 70 o estudo de cinema era feito na rua entre fazer o filme e discutir cinema. Essa criação de escolas é muito recente por isso ainda são poucas.

Chiquinho se despede por razoes de outros compromissos.

Jorge LaFerla professor universitário de Buenos Aires e pesquisador de meios audiovisuais integra o debate do Observatorio e começa falando da importância de integração entre os povos, as democracias audiovisuais. Fala das questões da Tvs piratas, comunitárias que nadam contra a corrente das tvs capitalistas e suas qualidades de não depender delas para existirem. Lumier pensa em um sistema de projeção coletiva que vem acabando por questões difíceis de distribuição Realização de filmes somente com uma câmera e um computador sem recurso nenhum e é com base nisso que questionamos para que o cinema 3D. Precisamos conhecer mais a historia do cinema.

Carol Berger questiona as questões das Artes Audiovisuais como terreno mesquinho. Não se pensa na super valorização da obra e sim como compartilhamento.

Jorge – Fala sobre as vantagens do Youtube que tem uma troca muito grande e que isso é cada vez melhor. Surgimento da internet em plena guerra fria. Uma tendências de mono canais que estão se perdendo pois não vamos mais ter projetores e sim passaremos para somente computadores. Os museus estão no domínio de empresas privadas ou com governos criando um monopólio de arte contemporânea. Emplica um conhecimento além de roteiros, direção entre outros e sim na forma coletiva de discussão de contato do publico unilateral. As artes integradas devem se dialogar e se misturar pois cada vez mais tem incomum e formão assim algo mais solido tudo gerado pelas questões de avanços tecnológicos, onde você não faz um video só para apresentar em um nicho. O audiovisual como plataforma das novas formas de expressões artísticas. Devemos tudo isso ao computador e os desenvolvimentos tecnológicos.

 

1º Observatório do Clube de Cinema

Durante a imersão do Clube de Cinema Fora do Eixo (CDC), que está acontecendo na Casa Fora do Eixo São Paulo (CAFESP) desde o dia 25 de maio, será realizado o 1º Observatório Fora do Eixo do Clube de Cinema. A proposta é debater a Cadeia Produtiva Autoral entre agentes do cinema envolvidos na rede de coletivos e convidados especiais que trabalham com audiovisual no Brasil. O debate proporcionará a troca de experiências sobre a produção cinematográfica independente, bem como uma reflexão dos avanços e como vem se fazendo e distribuindo cinema no país. Entre os convidados, teremos a participação de Francisco César Filho (Chiquinho) do Fórum de Festivais, Rodrigo Bouillet, Coordenador de Rede do Cine Mais Cultura e Rafael Rolim, do CDC. O 1º Observatório do CDC será nessa sexta-feira, 27 de maio, às 20 horas, na CAFESP e terá transmissão ao vivo no canal do Observatório

Serviço
Observatório do Clube de Cinema
Tema: Cadeia Produtiva Autoral
Dia: 27/05/2011
Horario: 20h
Local: Casa Fora do Eixo São Paulo (Rua Scuvero, 282, bairro Liberdade, São Paulo/SP)
Canal de transmissão #AoViVoFde: http://www.livestream.com/observatoriofde

Observatório Compostagem Urbana

O Nós Ambiente convoca todos os agentes da rede Fora do Eixo, ambientalistas, e pessoas que tenham um engaje sócio-cultural-ambiental, para participarem do II Observatório Socioambiental FDE.Após 2 dias de imersão intensa na casa Fora do Eixo, o Nós Ambiente FDE, frente do circuito que trabalha com a integração dos valores socioambientais à produção cultural e no desenvolvimento detecnologias sociais focadas em promover educação e gestão ambiental,realiza nesse domingo um Observatório sobre compostagem urbana.

Tomando a Casa Fora do Eixo SP como o projeto piloto, Ricardo Thaler, convidado permacultor, junto com Maíra Miller e Cadu Nakao (ambientalistas), farão um minhocário para transformar o lixo orgânico caseiro em adubo.

O minhocário que será contruído a partir de materiais reutilizáveis poderá ser confeccionado e sustentado por qualquer pessoa.
Serviço: Observatório Nós Ambiente: Compostagem Urbana
Dia: 22/05/2011
Hora: 16:30Local: Casa Fora do Eixo SPSite: observatorioforadoeixo.wordpress.com
Transmissão ao vivo: salaobservatorio.blogspot.com

Observatório Fora do Eixo: Rádios

Participe ao vivo pelo @foradoeixo e ouça Clicando Aqui (a partir das 14h).

O Observatório Fora do Eixo é uma plataforma de formação do Circuito Fora do Eixo e seu principal intuito é aprimorar os princípios norteadores do Circuito através de suas frentes gestoras, possibilitando o desenvolvimento cada vez maior dos trabalhos concebidos em rede. Os debates acontecem presencialmente e são transmitidos e mediados também pela internet, sempre ao vivo.

Na edição sobre Rádios, o debate conta com a mediação de Ney Hugo, músico e gestor a participação de: Patrick Tor4 (PA), DJ e integrante da Associação Brasileira de Rádios Públicas (ARPUB); Letícia Rezende (MG), repórter e dj da Webrádio Fora do Eixo; e Bruno Dias Pereira (SP),jornalista, editor do site Urbanaque e apresentador da Rádio Levis. Em pauta, o passado, o presente e o futuro das rádios públicas, privadas, comunitárias e online. Além do debate, o Observatório Fora do Eixo: Rádios também inclui um programa de rádio ao vivo, com transmissão on line, apresentando músicas no formato da teoria do bloco musical, unindo a prática à teoria discutida.

O Observatório Fora do Eixo: Rádios acontece a partir de 14h no próximo domingo na Casa Fora do Eixo São Paulo com inscrições gratuitas, basta mandar e-mail para casasp@foradoeixo.org.br. A participação online também é livre, basta acessar observatorio.foradoeixo.org.br e interagir.

Observatório Fora do Eixo: Rádios

Domingo, 3 de abril, a partir das 14h
Debate + discotecagem
Casa Fora do Eixo São Paulo
Rua Scuvero, 282 – Cambuci
(11) 4304-1537
Inscrição Gratuita – 30 vagas
Inscrições: casasp@foradoeixo.org.br

Em busca do Elo Perdido – Crítica Categoria História

Carta aos novos Navegantes:

breve itinerário de uma Viagem

Poesia/ Eu não te escrevo/ Eu te/ Vivo/ E viva nós!”

Cacaso

Brasil: Ano 1556: Dom Pedro Fernandes Sardinha, o Bispo Sardinha, o primeiro da ilha de Vera Cruz, é devorado, no Ceará, pelos índios caetés, antropófagos. A manhã tropical se inicia. Corte seco.

Oswald de Andrade, numa viagem a Paris, início dos anos 20, descobre o Brasil. Ver com olhos livres mata a charada: Amor/Humor. Poesia pílula, piada, haicaizada. Poetas atiram pedras nos comportados caminhos. O pó parnaso é varrido, o homem de bem açoitado, o branco cristão carnavalizado: Miramar: a prosa cubista, o cinema incorporado, literatura fragmentada: o futurismo italiano desfacistizado & o cubismo francês telegrafado. Poesia pau-brasil: a descoberta das coisas que nunca vi. A contribuição milionária de todos os erros: a fala do povo, gíria-poesia, gabinetismos arrebentados. Macunaíma.

Intensa luta cultural: a atrasada burguesia brasuca copiadora de trejeitos franceses acha tudo um absurdo. O Estado de S. Paulo é contra (pra variar). Ah! se Pinxinguinha e Villa-Lobos tivessem mesmo se encontrado… carros na rua, postes elétricos, cinema. Bandeira xinga. Mário de Andrade canta. Oswald tira um sarro e sai dançando um fox-trot. A Paulicéia tá desvairada.

Tarsila & o Abaporu. Oswald & Raul Bopp & Antônio de Alcântara Machado fundam a Revista da Antropofagia. Na primeira dentição, o Manifesto Antropofágico: devoração crítica do legado cultural universal: transmutação de todos os valores. Nietzsche samba. Uma nova cosmologia nacional, dialética dos trópicos, armas em punho, dentes afiados: um banquete de novas possibilidades. Serafim Ponte-Grande, no seu barco, é um necrológio da burguesia, o Movimento como Libertação. A revolução Caraíba! Como um profeta bárbaro, Oswald antecipa os anos 60, pai da Explosão; morre em 54 e coça o nariz com a bandeira nacional.

Bomba atômica: Plano-piloto para Poesia Concreta. Paulo Leminski, no seu estilo zen-loquismo, escreveu um ensaio sobre os beatniks e os concretos. Anos 50: enquanto, nos EUA, sociedade vivendo o boom da comunicação de massa tecnológica, a poesia buscava a oralidade, era um Uivo, um comportamento. Poetas on the road. Kerouac & Dylan. No Brasil, em processo de urbanização-capitalismo-terceiromundista-tardio, a poesia buscava uma operação altamente intelectual, vanguardista, tecnológica. Augusto & Haroldo de Campos & Décio Pignatari & outros: o projeto verbovicosual. O subjetivismo romântico do poeta pelo projeto do poema. Som, cores, visualidade são incorporados: poesia-neon, poesia-cartaz, poesia-objeto. A radicalidade da linguagem: a poesia não cabe mais no papel. O debate é acalorado, a poesia concreta recria um itinerário de referências. Oswald é reeditado.

José Agrippino de Paula, o xamã  anarquista, escreve chapado de Imagens ‘PanAmérica’ de áfricas utópicas, dá o start tropicalista na cabeça de Caetano – junto com os terremotos sensoriais do rei da vela Zé Celso & Glauber Rocha (a Terra continua em Transe!) – e escreve sua bíblia pop-lisérgica sobre o parque industrial da sociedade de consumo planetária. PanAmérica: um tijolo sem psicologismos cujo personagem principal  é simplesmente um ‘Eu’ reiterativo que dirige uma megasuperprodução hollywoodiana: “A Bíblia”. Saquem este trecho: “A multidão colorida e caótica atravessava os portões e se introduzia desornadamente nas esteiras rolantes e era transportada imóvel e curiosa para perto da cúpula de vidro onde se encontravam dois testículos gigantes. Um grande número de cabeças conversava entre si trocando impressões sobre os enormes testículos, e alguns retiravam as suas máquinas fotográficas e binóculos quando a esteira rolante os conduzia para a cúpula de vidro iluminada pelas luzes amarelas, verdes, vermelhas”. Cinematográfico, violento e visceral. Ficção contracultural brasileira.

Aí Bethânia vê Roberto Carlos e conta pro mano. Rock dum lado, bossa-novistas do outro e a multidão careta fazendo passeata contra a guitarra elétrica, pela família & o escambau. Uma noite em 67 chega: Alegria, Alegria e sua câmara na mão godardiana & Domingo no Parque e sua montagem eisenstianiana. Ruptura total. Geléia geral. Oiticica assassina o museu, Bressane & Sganzerla & Helena Ignez deslimitam a Tela. Rogério Duarte, tropicaos. Medaglia & Duprat desorquestrando o Som. Que tudo mais vá pro inferno, meu bem! Desbunde transcendental. O Kaos. Geração AI-5 reinventando a política e a arte. O pau comendo. O mundo em chamas! Violãozinho é o caralho! Quando a gente não pode fazer nada, a gente avacalha e se esculhamba.

Tropicália: o Manifesto Antropofágico em forma de canção. O movimento em forma de disco. Roupas coloridas, sexo livre, Brasil futurista. Não temos tempo de temer a morte. Tropicália lítero-musical: Wally & Macalé & Gal: fusão de poesia & vozes. Caetano & Campos: experimentalismo concreto-sonoro-visual. Gil & Torquato: A alegria é a prova dos nove. Tom Zé & Mutantes: o caipira é o novo astronauta. Como disse Mário Pedrosa: estamos condenados à modernidade. AntroPOPfágico.

O Brasil na porrada: a juventude universotária nacional-popular pseudo-marxista proíbe o É proibido proibir. Já imaginou quando eles chegarem ao poder? Godard aponta sua câmara-revólver. Torquato se mata. O sonho acabou, quem não dormiu no sleeping-bag nem sequer sonhou.

De volta à poesia: quem não foi pro exílio ou luta armada ou morreu ou pirou. Entra em cena a tecnologia chinela dos poetas marginais: moços e moças cabeludas um pouco de bode com o cerebrismo dos concretos e, no meio do chumbo militar, fazendo sua revolução do corpo & da mente, começam a rodar seus poeminhas coloquiais sobre tudo & todos em mimeógrafos, e tudo à mão, sem mãe-editora, saem às ruas vendendo em bares, por aí. – Isso não é poesia!, berrou tímido o crítico chato de mãos dadas com o doutor da universidade resguardada; Cacaso assoviou, Ana C. escreveu uma carta, Chacal na praia, Roberto Piva, então, me desculpem, pessoas da sala de jantar, mandou tudo é pra puta que pariu: 20 poetas & outros tantas e tantos espalhados por aí. Heloísa Buarque te explica; taí pra baixar. Mimeografo generation pros íntimos, poesia marginal pra história: hippies de atitude punk. A poesia na boca do povo.

Tudo ao mesmo tempo agora I: Poesia concreta/prosa caótica/ótica futura/samba-rap/chiclete com banana. Glauco Matoso e Arrigo Barnabé! Tudo vira pós-moderno. Como ter parâmetros? Precisamos deles? Quem sou eu?

Coletivos se (des)organizam.

Nuvem Cigana: um grupo de criação que editava poesia, fazia teatro e tinha bloco de carnaval e time de futebol: eventos performáticos, multimidiáticos & libertários enquanto se esperava a anistia ampla, geral e irrestrita. Tudo em volta da Palavra. A poesia segue seu curso além-livros. O Nuvem prepara o terreno pra outras paradas, os exilados voltam, os beats são editados no Brasil e as editoras Brasiliense e L&PM formam gerações de leitores com seus livros de bolso. Literatura rock’n’roll: cazuza lendo ginsberg; o Asdrúbal trouxe o Trombone? Coletivos teatrais, a Palavra no palco.

Fausto Fawcett aparece, o robô efêmero chega com suas loras heavy metal, cyberpunk tropical de camisa florida de Copacabana. Cinema-musical-literário-teatral e vice-versa. Óperas pop. Alta-baixa cultura, periferia-centro: dualidades aterrorizadas e assassinadas pelo bárbaro tecnizado Fawcett, ficção científica na praia, corpos nus plugados nos subterrâneos da estratosfera, mitos nas ruas. Kátia Flávia é a nova Capitu.

Prosa e poesia dum país aprendendo a brincar de ser livre: Reinaldo Moraes, Márcia Denser, Caio Fernando Abreu, João Gilberto Noll, uma geração aprendendo a viver no limite. Um certo hedonismo desencanado. Tanto Faz. Mundo, poesia e seres pós-utópicos. Acabaram-se os projetos?

Brasil: Anos 2.000: Parabolicamará é presente.

Aparecem os novos escritores, os coletivos, os blogs, os famosos e-zines, as pequenas editoras: Livros do Mal, Ciência do Acidente, Edições K, Baleia, & etcs, as revistas virtuais e físicas: o do-it-yourself repaginado. Projetos internéticos, discussões sobre a necessidade do livro em papel. Fetichismo de escritor? Alguns migram pra grandes editoras e partem pra Flip. A Web 2.0 agora pauta.

Enquanto isso: saraus na negritude das perifas vivenciando poetas, formando público. Sérgio Vaz explodindo petardos poéticos na cabeça dos centros. Rythman And Poetry enquanto coletivos & poetas dos interiores desse Brasilzão sem fronteira vão tecendo – surdamente pras mídias tradicionais e estanques – arroubos de revolução. Periferias conectadas. A torre de marfim desmoronou há tempos, desce daí, senta na roda, liga o lap & ouve: Manifesto pela Cultura Digital Brasileira. Somos tod@s piratas. Somos tod@s pontos de cultura, individuais e coletivos.

Um mundo, no qual a internet é tão vital como água e luz, todos plugados – em casa, na rua, no celular, na lan house – com banda larga – de preferência pública! – traz à tona uma literatura desarraigada de ranços analógicos de leituras apenas em livros. A geração que nasce com uma porção de janelas abertas poderá ver uma literatura hyperlink: as palavras deleitando-se aos olhos junto a vídeos e músicas embedados na página com o mesmo nível de importância pro ver & ouvir, sem hierarquismos estéticos, tudo intrínseco e sensual. P2Poesia: poetas-programadores. O software é a mensagem.

Tudo ao mesmo tempo agora II: Rádios livres, softwares livres, pontos de cultura, gestões colaborativas, código aberto, midialivrismo libertário, intervenções urbanas, mundo horizontal, economias solidárias, esfuziantes fraternidades, transgressoras sexualidades, caipiradas intergalácticas, fés dançantes.

Oswald hoje faria mixtapes: `Tudo que não é meu me pertence’ e estaria fazendo passeatas pelo matriarcado livre & a favor do ócio junto a Lautreamont, num free-style beleza: ‘A poesia deveria ser escritos por todos’.

Querid@s, já é! Aquele abraço!

Leonardo Barbosa Rossato

São Carlos, Massa Coletiva, Ano 454 da Deglutição do Bispo Sardinha