Observatório do CdC com Abel Contra o Muro

A primeira turnê do Clube de Cinema (CdC), que apresenta o filme Abel Contra o Muro, realiza hoje um Observatório a partir das 20 horas, na Casa Fora do Eixo Sanca, em São Carlos. O tema do debate vai permear a inovadora idéia da frente de audiovisual do Circuito Fora do Eixo de realizar a tour de um filme e contará com a presença dos realizadores do Abel contra o Muro, João Guilherme Perussi (Produtor) e Alexandre B. Borges(Autor e Diretor).

O Observatório visa catalisar  tudo que já vem sendo debatido não apenas na turnê, que já passou por 5 cidades do estado e ainda tem mais 3 paradas pela frente, mas dialogar com pessoas que trabalham e/ou se interessam por audiovisual no país, partindo de uma ação “micro” – a ação em si – para o macro do cinema brasileiro.

Para acompanhar ao vivo o debate, acesse o Canal do Observatório.

Serviço:
Observatório Fora do Eixo do Clube de Cinema
17 de Setembro
A partir das 20h
Casa Fora do Eixo Sanca
Rua 7 de Setembro, 2053

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Ata – Observatório FDE Clube de Cinema

Observatorio Fora do Eixo – Clube de Cinema

Data: 27 de maio de 2011

Horário: 20h

Local: Casa Fora do Eixo São Paulo

Presentes:

  1. Raiza (CAFE SP)
  2. Yasmin (Massa)
  3. Carioca (Massa)
  4. Rodrigo Bouillet
  5. Dudu (Massa)
  6. Luis Felipe (Massa)
  7. Hiro (Massa)
  8. Josinaldo (Cidadela)
  9. Francine (Macondo)
  10. Gian (Sem Paredes)
  11. Marcelo Cabala (Macondo)
  12. Cris (Difusão)
  13. Tassio (Goma)
  14. Eduardo (Enxame)
  15. Marjory (Enxame)
  16. Ciro (Peleja)
  17. Bianca (Guaicuru/Ponte Plural)
  18. Thiago (CAFE SP)
  19. Vitor (CAFE SP)
  20. Michelle (Megalozebu)
  21. Carol Berger (Macondo)
  22. Diego (Ajuntaê)
  23. Rafa Rolim (Cafe RJ)
  24. Chiquinho (Forum dos Festivais)
  25. Rodrigo Bouillet (Cine +Cultura)
  26. Jorge LaFerla (professor universitário de Buenos Aires)

 

Resumo:

 

1. Rafa Rolim inicia apresentando o primeiro observatório do Fora do Eixo/Clube de Cinema e explicando as principais características do observatório. Pauta o debate que tratara da Cadeia Produtiva, focado na exibição como uma composição cineclubes e festivais de cinema como divulsor do audiovisual brasileiro. Apresenta Chiquinho representante do Fórum dos Festivais e Rodrigo Bouillet representante do Cine+Cultura.

Chiquinho começa falando que começou no audiovisual com um festival composto por todos os curtas-metragens produzidos em São Paulo. Uma das primeiras ações deste festival, foi escrever uma carta de princípios, e atualmente esse festival conta com 60 festivais associados no estado de São Paulo. No Brasil todo existem 220 festivas de cinema. Boa parte deles é feito com orçamento muito baixo ou sem dinheiro algum.  As salas de cinema comerciais cada vez menos dão conta das produções cinematográficas que estão focadas nas grandes produções. São Paulo é o poló que mais contempla as diversidade do não comercial. 92% das cidades brasileiras não tem sala de cinema comercial.

Rodrigo Boulliet conta sua exitosa tragetoria cineclubista pelo Rio de Janeiro. Da um parâmetro sobre o programa Cine+Cultura (1046 kits em todo o Brasil), explica que a composição base de trabalho é praticamente composta por cinclubistas e isso ajuda muito para que funcione. Quase 3.000 cineclubes isso via coletivos, pontos de cultura, kits Cine+.

 

2. Rafa faz uma relação da evolução de cinema digital e difusão da cadeia produtiva com a criação do Fora do Eixo em 2006. O dialogo entre realizadores e militantes, antigos e novos esta mais direto. Fala sobre o Mobiliza Cultura, o que é o movimento e suas importâncias para a cadeia cultural criativa e as políticas publicas e convida o Fórum dos Festivais para fazer parte da lista de discussão.

Dudu fala sobre o laboratório de exibição feito entre o CdC e a Mostra de Filme Livre e pergunta para Chiquinho – Qual as chances de dialogo para que os festivais de cinema liberem seus acervos para os cineclubes.

Chiquinho – Esaa é uma pauta debatida dentro do Forum dos Festivais para sensibilizar festivais por todo o país a aderirem chancela de liberação dos filmes para cineclubes. E realização de atividades permanentes de mostra curta-metragens liberados.

Rodrigo – Complementa dizendo que não cabe mais fazer um festival só de curtas, pois a demanda é além, principalmente com os diferentes gêneros de festivais que existem hoje.

Rafa –  Debate o caminho para a distribuição além de cineclubes e festivais. Estrátegia de aproximação entre realizador e espectador. Incentivando que os realizadores libere seu filme para as entidades e também para que seu filme selecionado ou não para mostras ou festivais cheguem para cineclubes e entidades.

Chiquinho – O grande nó é a distribuição. A palavra distribuição se liga direto aos distribuidores que se ligam automaticamente com as salas de exibições. Um modelo quadrado que iguala os grandes filmes com filmes (arte, docs, nacionais, latinos) uma iniciativa de mostrar o outro lado é a programadora Brasil que tem filmes nacionais de varias épocas e de grande qualidade e que não conflita com a distribuição de venda de dvd’s por ser voltada para pontos de exibições. Isso é uma iniciativa vitoriosa que nada contra a corrente. Porta-curtas da Petrobrás é uma outra iniciativa vitoriosa e via internet mostrando possibilidades com a principal ferramenta de comunicação rápida atual. E dentro disso vemos que precisamos de muito mais que isso para difundir o tanto de produções que são feitas no Brasil que na maior parte não circula.

Rodrigo – Por mais que tenhamos soluções bem sucedidas elas são pontuais ainda.  Não dão conta da demanda. Isso por um lado é bom para estimular que mais iniciativas existam. Existe projeto de filmoteca digital do conselho nacional através de Pontão de Cultura aprovado.

Rafa – Canais de TV tem aberto mais espaço para documentários e animações.

 

3. Hiro – Formação – Como aproximar as pessoas formadas em oficinas pratica e livres e acadêmicos de cinema?

Chiquinho – Na forma acadêmica o curso que mais demanda para o audiovisual é o jornalismo. Mais muitos outros deveriam incorporar essa pratica por uma necessidade moderna e cabe ao ministério da educação querer dialogar com isso. Os cursos específicos estão se destacando por qualidades, entre pratica e teoria. As possibilidades de estar mais perto com os realizadores dentro de sala de aula tem despertado mais a juventude, porem isso já é uma coisa que nos cineclubes é diária mais pouco, isso da questão dentro e fora dos muros acadêmicos.

Rodrigo – Ate a década de 70 o estudo de cinema era feito na rua entre fazer o filme e discutir cinema. Essa criação de escolas é muito recente por isso ainda são poucas.

Chiquinho se despede por razoes de outros compromissos.

Jorge LaFerla professor universitário de Buenos Aires e pesquisador de meios audiovisuais integra o debate do Observatorio e começa falando da importância de integração entre os povos, as democracias audiovisuais. Fala das questões da Tvs piratas, comunitárias que nadam contra a corrente das tvs capitalistas e suas qualidades de não depender delas para existirem. Lumier pensa em um sistema de projeção coletiva que vem acabando por questões difíceis de distribuição Realização de filmes somente com uma câmera e um computador sem recurso nenhum e é com base nisso que questionamos para que o cinema 3D. Precisamos conhecer mais a historia do cinema.

Carol Berger questiona as questões das Artes Audiovisuais como terreno mesquinho. Não se pensa na super valorização da obra e sim como compartilhamento.

Jorge – Fala sobre as vantagens do Youtube que tem uma troca muito grande e que isso é cada vez melhor. Surgimento da internet em plena guerra fria. Uma tendências de mono canais que estão se perdendo pois não vamos mais ter projetores e sim passaremos para somente computadores. Os museus estão no domínio de empresas privadas ou com governos criando um monopólio de arte contemporânea. Emplica um conhecimento além de roteiros, direção entre outros e sim na forma coletiva de discussão de contato do publico unilateral. As artes integradas devem se dialogar e se misturar pois cada vez mais tem incomum e formão assim algo mais solido tudo gerado pelas questões de avanços tecnológicos, onde você não faz um video só para apresentar em um nicho. O audiovisual como plataforma das novas formas de expressões artísticas. Devemos tudo isso ao computador e os desenvolvimentos tecnológicos.

 

1º Observatório do Clube de Cinema

Durante a imersão do Clube de Cinema Fora do Eixo (CDC), que está acontecendo na Casa Fora do Eixo São Paulo (CAFESP) desde o dia 25 de maio, será realizado o 1º Observatório Fora do Eixo do Clube de Cinema. A proposta é debater a Cadeia Produtiva Autoral entre agentes do cinema envolvidos na rede de coletivos e convidados especiais que trabalham com audiovisual no Brasil. O debate proporcionará a troca de experiências sobre a produção cinematográfica independente, bem como uma reflexão dos avanços e como vem se fazendo e distribuindo cinema no país. Entre os convidados, teremos a participação de Francisco César Filho (Chiquinho) do Fórum de Festivais, Rodrigo Bouillet, Coordenador de Rede do Cine Mais Cultura e Rafael Rolim, do CDC. O 1º Observatório do CDC será nessa sexta-feira, 27 de maio, às 20 horas, na CAFESP e terá transmissão ao vivo no canal do Observatório

Serviço
Observatório do Clube de Cinema
Tema: Cadeia Produtiva Autoral
Dia: 27/05/2011
Horario: 20h
Local: Casa Fora do Eixo São Paulo (Rua Scuvero, 282, bairro Liberdade, São Paulo/SP)
Canal de transmissão #AoViVoFde: http://www.livestream.com/observatoriofde