Resumo GD Observatório Fora do Eixo – Portais e redes de movimentos livres/alternativos/ independentes/solidários

2º OBSERVATÓRIO FORA DO EIXO – CONFERÊNCIA LIVRE DE COMUNICAÇÃO
Quarta – 18 de novembro
Web Rádio Fora do Eixo e Freenode
Portais e redes de movimentos livres/alternativos/ independentes/solidários
Palestrantes – Vicente (Coolivre) + Daniel Tygel – (FBES – Forum Brasileiro de ECOSOL)

3 dimensoes na economia solidaria

– dimensoes economica – ausência de patrão e empregado (auto-gestão)
– cultural (jeito de nos relacionarmos uns com os outros)
– politico, “não estamos de brincadeira aqui” – questão social

é importante saber que para ter democracia em iniciativa econômica, as articulações deverão ser mantidas através de rede(s)

:. Rede diferente de cadeia

Rede econômica = iniciativas que estejam contribuindo uns com os outros

Cadeia = Quando um determinado produto, por exemplo, tem sua produção esteja na cadeia solidaria desde o início até o final.

-> Para isso é fundamental a informação, isso permite manter a economia possível de ser mantida;
Informação é estrategico para podermos avançar.

:. Fórum de economia solidária – solicitar a criação de uma secretaria de economia solidária, é preciso nos conhecer e saber onde estamos, para isso é necessário um mapeamento da economia solidária.

vários debates surgiram de como transformar os dados em informação qualificada.

Ai que surge a proposta do Cirandas, construção de um sistema solidário de rede. Ela se pauta em 4 dimensões:

1) caracteristica de rede social: temos várias conhecidas, orkut por exemplo, mas ela nao tem a característica de ser solidária;
2) recortes – possibilitar nessa rede processo de agregação de determinados tema, territórios, setor econômico, temática específica; evento específicos estará dentro da agenda nacional dependendo da temática;
3) Inteligência economica: é algo que está por trás do sistema e que permite cada empreendimento de economia solidária ter seu site. Colocar seus produtos e ter informações sobre esses sumos, aspecto geo diferenciado; oportunidade de ofertas de demandas; nucleo de consumos de coletivos;
4) intercomunicação com os sistemas; ao invés de investir numa logica microsoft de hegemonização de internet, estamos falando de protocolo de comunicação, todos possam se comunicar e todos possam ter informação de todos, o intuito é que o Cirandas possa dialogar com varias iniciativas tanto dentro quanto fora do Brasil.

.: Como estamos em sociadade em rede, a internet seria um tecido digital dessas redes.
O fato da construção do software livre, autônoma, prova que é possivel envolver tecnologia dentro de uma outra filosofia;

PERGUNTAS:

Marilia Sanches – O que é Software Livre ?
Software livre é como um movimento social que surge na epoca de 80, um estudante da faculdade se revolta com o que se surgia na época: Os softawares que sempre foram compartilhados em faculdades começam a ser vendidos para empresas que surgiam (microsoft e apple), transformando conhecimento em caixinhas de mercadorias, compra de conhecimentos produzidos em faculdades para monóplio de informação.

Software Livre
Liberdade total ao codigo-forte aberto
1) uso
2) acesso
3) aperfeiçoacao (copy left – dar acesso a aperfoiçoação)
4)

Linux – O software livre é produzido de forma colaborativo, mais seguro, melhor performance…

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Pergunta – Alfa do Cubo:
Há um sistema de comercialização de produtos online? a rede teria a operacionalização necessária que dê suporte a isso?

Resposta:
tomaram a decisão de nao fazer comercialização online no Cirandas, é muito arriscado avançar para o comercio eletronico;
Porém não é algo que não possa ser transformado, a iniciativa da Fora do Eixo é fundamental pra gente avançar, é so se articulando que a gente pode avançar.
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Pergunta – D2, Massa: Como é a Coolivre, como ela é alto-gerida?

Resposta: A coolivre é uma iniciativa de movimentos sociais, economia solidaria e softaware livre. Foi formada pela união de estudantes de administração e de comuputação da UFA. Os de administração estudaram durante todo o curso ferramentas para serem implemntadas no campo da economia solidáriae quando se formaram conheceram os estudantes de computação, ai nasce desses dois sonhos, viver de economia solidaria e viver de software livre. Não conheciamos nenhum outro modelo de gestão de economia solidaria, a auto gestao, que não tivesse ninguem patrão e empregado, ai começa todo o processo de readequação. Funciona assim: Todos tem o valor da hora igual, estando no segundo semestre da faculdade ou no mestrado. É uma postura bem radical de autogestão, não tem diferenciação nenhuma de hora, a gente ta conseguindo manter esse padrão ate por que o nossos trabalhos nos permite, o conhecimento nao esta na faculdade, está na internet.

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Resumo GD Observatório Fora do Eixo – Comunicação, Cultura e Universidade

2º OBSERVATÓRIO FORA DO EIXO – CONFERÊNCIA LIVRE DE COMUNICAÇÃO
Quarta – 18 de novembro
Web Rádio Fora do Eixo e Freenode
“Comunicação, Cultura e Universidade”
Palestrante – Mariana Pezzo – Diretora de Comunicação UFSCar

Bloco 1 – Painel

Conferências:
Uma preocupação em relação à conferência é que a questão da comunicação é tratada afastada da cultura. Tanto que nas conferencias de cultura a comunicação tem um papel periférica. Ela acha que é papel de todos trazer uma pra mais perto da outra.

Ela acha que um tema que deve ser debatido na conferencia é o suporte para os centros de comunicação pública. Outro ponto é a questão da gestão democrática a gente só pode entender meio de comunicação como públicos é quando há um conselho e com ampla participação da sociedade civil. Temos que pensar o que significa gestão estatal e gestão democrática.

O que se entende por qualidade por qualidade de conteúdo. Não há controle da programação radiofônica ou televisiva, mesmo que não seja um canal público, já que as concessões para rádios e tvs prevês uma atuação pública maior.

Importância de haver uma mobilização para participação dos agentes nas conferências, já que ela vai ser um grande campo de negociação.

Universidade:
A universidade não aparece no processo de construção de conferências. A relação Universidade x Conferências é importante. Temos de ter em mente que a universidade não é financiadora, e o que ela tem melhor pra oferecer é o acesso ao conhecimento sistematizado e à reflexão. Mais importante é o que a univesidade ganha com a aproximação desses coletivos de comunicação.

A cultura dos movimentos sociais é diferente da cultura tradicional das universidades, que tem uma velocidade diferenciada – já que tem que passar por conselhos e outros mecanismos de debate.

Nas universidades há dois extremos de cultura – Cultura Erudita, da elite e a Cultura Assistencial, trabalhando com os saberes tradicionais, como o folclore.

Os cursos de comunicação das universidades brasileiras estão parado no tempo. Não estão formando profissionais qualificados para o cenário dinâmico da comunicação atual, tanto pela segmentação dos cursos – formam jornalistas, ou RPs, nunca pensam em comunicação integrada.

As universidades federais tem uma particularidade de estar no país inteiro, o que é verdade para o circuito. A gente enxerga que se cada local que existe universidade fosse pressionada pelos movimentos sociais, a gente teria uma rede de trocas de conteúdo. Em São Carlos existe a Rede IFES.

Se observarmos a cadeia produtiva da música, a gente tem desde exemplos como os das incubadoras de cooperativas, que auxiliam na economia solidária, tem setores para produção, processos educativos, para engenharia de produção.

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Bloco 2 – Perguntas

Marielle Ramires: Queria que ela traçasse um panorama sobre a rede de rádios universitárias. quem faz parte? qual o projeto politico da organizacao para o proximo ano?

– Existe a Rede IFES, que é uma rede que agrega as universidades federais, que surge de uma ferramenta tecnológica para o compartilhamento da Rádio e Tv para as universidades. Não há necessidade de ter uma tv ou rádio, basta apenas produzir material nesse formato.

A IFES é a porta de entrada para uma rede de compartilhamento com muito mais instituições, os coletivos poderia usar essa plataforma.

– Você tem um edital, como o do MinC, que prioriza os projetos que tem como demanda a pressão dos movimentos sociais. A Universidade não é financiadora, mas tem acesso a alguns mecanismos de financimento, como o fundo para a ciência e tecnologia. Então essa pode ser uma primeira parceria.

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Bloco 3 – Perguntas

Alfa Canhetti: Poderia citar exemplos de casos de projetos revelantes de comunicacao que estao acontecendo nas universidades brasileiras ?

Programas especiais que são focados na diversidade de programação musical apresentada. Além de formatos de programas inovadores, pautados na autogestão.

Um projeto a se destacar se chama “Fala Favela” de capacitação de agentes culturais, a princípio no Rio de Janeiro, mas não só pra capacitar, mas também estimular a criação de rede, para que o projeto tivesse continuidade. Essa capacitação durou de 3 a 4 meses, com reuniões semanais, de 4 horas, onde se passava conhecimento teórico e prático e a organização de um festival chamado Fala Favela, que acontece dentro da Universidade. Também estão preparando um CD. É um projeto relativamente simples, em tempo relativamente curto, mas que é bastante legal.

Pedro Corrente: Como as rádios universitárias podem dialogar com a comunidade e os seus agentes culturais – pessoas que podem ter menos instrução ou menos conhecimento das leis de fomento de cultura?

Quem mais ganha ao lidar com a comunidade é a universidade brasileira. Porque a universidade é homogenea e com isso, mais diversidade.

Jovem: Como você enxerga as rádios livres e comunitárias e a relação da universidade com esses meios?

A gente tem duvida nenhuma apóia a relação, não só apoia como estimula.
Com a digitalização, a chance de que elas existam está cada vez maior. Acho que o maior problema é a falta de regularização. Além de regularizar, tem que dar celeridade e rapidez nesse processo de concessão. Não é do interesse do Ministério de Comunicação que essas concessões sejam concedidas.

Existe história de universidade de universidades que colaboraram para o fechamento de uma determinada rádio livre. As universidades que apóiam, esse apoio não é completo justamente pela falta de regularização. Isso leva para a criminalização mesmo.

Considerações finais

Acredito muito na universidade, nas oportunidades que ela pode proporcionar. Está na hora de aproveitar o momento e provocar as universidades, o Ministério já está fazendo isso. A conferência de comunicação é símbolo forte, assim como como a de cultura que acontece há muito mais tempo. A gente tem o dever de procurar e provocar a Univesidade, de criar problemas, que ao serem resolvidos, estamos movimentando e melhorando a comunidade.

Resumo GD Observatório Fora do Eixo – Bancos Populares

1º OBSERVATÓRIO FORA DO EIXO
Quinta-feira – 6 de agosto

GD – Bancos Populares: Banco Palmas e a rede de bancos populares no Brasil
Palestrante – Joaquim Melo – Coordenador do Instituto Banco Palmas e da Rede Brasileira de Bancos Comunitários

Conjunto Palmeiras –  localizado bem na periferia de Fortaleza

Na década de 70: várias famílias foram transferidos para uma área periférica muito ruim, sem infra-estrutura e saneamento básico. O local alagava facilmente e a água que empoçava era muito contaminada, logo as pessoas eram obrigadas a comprar água potável, que vinha em caminhões.

Anos 80: década de mobilização social

Depois de 10 anos sem água, sem luz e com a presença constante de doenças decorrentes de falta de saneamento, foi criada uma associação de moradores – uma organização das famílias para lutas sociais – que reivindicava melhorias nas condições de habitação no local por meio de passeatas e outras ações sociais

Era uma época de muita repressão, resquício da ditadura recente. Ocorreram várias vitórias sociais, mas também várias pessoas foram presas em função das manifestações.

Anos 90: 25 famílias vivendo ainda sem infra-estrutura urbana, sem saneamento

Seminário em Janeiro de 1991 – “Habitando o Inabitável” – resultou no primeiro pacto social do bairro:

    1. criação de federação local
    2. planejamento estratégico para os próximos 10 anos – foco: urbanização do local

A partir desse pacto, foram iniciados vários mutirões comunitários no bairro para realizar grandes obras a fim de se melhorar as condições de infra-estrutura/urbanização do bairro.

Recursos provenientes de associações internacionais, governo do estado, prefeitura, GTZ, e também bingo, gincanas, etc.

Moradores do bairro constroem tradição de formação auto-didata, de estudo e de pesquisa.

Numa das pesquisas realizadas pelo grupo, foi identificado que muitos moradores do local precisaram se mudar de lá em função dos novos custos relacionados à urbanização do local.

(criação de taxas – água, luz, IPTU – manutenção das casas ficava cara porque a renda não crescia, logo as pessoas vendiam seus barracos e se mudavam para outras favelas).

Grande contradição: moradores passaram 20 anos lutando pela comunidade e depois não tinham condições de se manter morando no local

Realização do segundo seminário Habitando o Inabitável, no qual foram levantadas as seguintes avaliações:

– O 1o seminário havia sido um sucesso, já que o local havia melhorado significativamente nos últimos 7 anos;

– O conjunto Palmeiras havia deixado de ser uma favela e passado a condição de um bairro popular

– Antigos moradores se mudavam do bairro porque não a renda não aumentava, mas os custos de moradia sim

Essa é uma situação comum em favelas que passam por urbanização: se não há ações para aumentar renda das pessoas, elas se mudam

prioridade não era mais urbanizar o bairro, mas sim gerar trabalho para aumentar a renda das pessoas (boa parte dos moradores sem formação, com nome no SPC etc).

Surge então a questão: Por que somos pobres economicamente? (Trata-se de um povo que construiu seu bairro com as próprias mãos).

– Somos pobres porque não temos $

– Mas por que que não temos $? – perda da base monetária

Todo dinheiro que se tem é usado fora do bairro e o dinheiro vai para outro lugar, para outros mercados. (analogia com “balde furado”)

Constatação: não existe bairro pobre, existe bairro que se empobrece porque perde a base monetária. Para evitar isto, deve-se garantir que o dinheiro seja gasto localmente.

Essa é a origem da metodologia banco comunitário

Banco palmas – 1997

Programa que iria estimular que as pessoas produzissem e consumissem localmente – formação de rede de prosumidores (produtores e consumidores ao msm tempo)

Foram obtidos R$2000,00 inicialmente e este dinheiro acabou no primeiro dia. Mas as pessoas foram pagando o crédito e o banco foi crescendo.

Criou-se o PalmaCard, o cartão de crédito do Banco Comunitário (dinheiro preso – fatura).

Para sanar esse problema, em 2000 avançou-se para a criação da moeda social, que circulava no bairro com muito mais facilidade/agilidade.

Ideia vem dos clube de trocas que aconteciam uma vez por semana. Nesse clube a moeda se mantinha restrita a número pequeno de pessoas.

Questão que se coloca: se podemos trocar uma vez por semana, p q não podemos trocar todos os dias?

Consolidação da moeda palmas, que começa a circular livremente como se fosse dinheiro comum. Contudo, a circulação era localmente restrita, o que representa a vantagem de garantir que a renda das pessoas se mantenha no local onde elas moram (desenvolvimento local sustentável).

Isso foi crescendo bastante – atualmente, há cerca de 12-13mil palmas circulando diariamente no Conjunto Palmeiras.

Hj são 47 bancos comunitários no brasil.

Esses bancos não têm filial. Cada comunidade tem seu banco e é sua gestora, atuando localmente.

Redes integram comunidades.

Trata-se de um sistema bancário descentralizado – criação de uma nova lógica do sistema financeiro.

PERGUNTAS

1)  <Danilo_INCOOP> -Incubadora Regional de Cooperativas Populares da UFSCar

Joaquim, se fosse para fazer o que foi feito para o desenvolvimento do conjunto palmeiras novamente, vc indicaria começar investindo na renda primeiro ao invés de investir na infra – estrutura?

Ou levar ambos ao mesmo tempo?

infra-estrutura e geração de renda têm que caminhar juntas

Mobilização dos moradores para construção de coisas em mutirão. Contudo, no dia em que obras  estavam completas, os trabalhadores ficaram desempregados.

Constatação posterior de que, com o $ que tinha chegado, em vez de pagar trabalhadores, poderiam ter sido montadas cooperativas (contrução de móveis, portas etc com mesmo $ que foi gasto com as obras de urbanização. Ao final da construção, empresas capacitadas dariam continuidade à geração de trabalho e renda dentro da comunidade).

Esse foi o grande aprendizado obtido com processo de urbanização do Conjunto Palmeiras: não se pode pensar nessas coisas separadas.

Experiência divulgada em várias prefeituras do país: contratação de empresas locais para a realização de obras.

Normalmente, contrata-se grandes empresas capitalistas que não deixam nada na cidade.

Por isso é melhor organizar trabalhadores em cooperativas. Isso garante que a comunidade continue fortalecida, por meio da geração de emprego/trabalho para a comunidade de forma sustentável.

2)  <gabriel_lumo> outras comunidades de fortaleza quiseram também implementar o banco? como funciona o repasse dessa tecnologia para outras comunidades?

A tecnologia social não tem dono, é da sociedade. Por isso grupo do Banco de Palmas ministra palestras no brasil inteiro para que essa metodologia pode ser multiplicada ao máximo em outras comunidades

Maior dificuldade das comunidades é obter o montante necessário para iniciar a experiência do Banco Comunitário. Estima-se que são necessários 60 mil reais para montar um banco (investimento em computadores, impressão das moedas sociais etc).

Normalmente, o processo envolve 3 meses de trabalho junto à comunidade, para capacitação, e mais 9 meses de acompanhamento técnico para garantir continuidade.

É preciso buscar algum parceiro local que ajude com o investimento inicial.

As palestras não têm custo para a comunidade.

Meta: criar 1000 bancos comunitários no brasil.

Papel social no CFE – msm funcionamento, só que no caso do Conj. Palmeiras, a rede é um bairro.

PIB não é quantidade de $ que tem, mas a forma que o $ circula.

Nesse sentido, os dois modelos de moeda social (bcos comunitário e a rede de cultura) são bem parecidos (buscam que riquezas sejam geradas a partir dessas redes e que fiquem nas redes).

Cultura – componente fundamental para a Ecosol, parte integrante dessa metodologia.

15 16 outubro – Encontro Bancos Comunitários – convite ao CFE para trocar experiencias

3) <Pablo_Cubo> Joaquim, tive o prazer de conhecer pessoalmente a experiencia e fiquei bastante impressionado, gostaria que vc traçasse um paralelo entre a rede de moedas sociais que estamos criando nacionalmente entre os coletivos do CFE e a rede de bancos populares que o banco palmas tem ajudado a organizar no pais, e como podemos gerar um interface entre ambos?

<Victor_Catraia> Joaquim, qual é a relação da palma com o real, existia no início uma relação de vendas e compras entre as duas moedas?

<marcelo_cidad> Gostaria de saber como o Banco Palmas consegue indexar os juros em índices baixos. Isso traz a tona uma nova lógica dentro da ciência da economia.

<Marielle_Cubo> Quais são os fundos de investimento internacionais que investem em bancos solidários no Brasil? E como funciona a relação do Banco Palmas com o Banco Central?

<carol_massa> Tenho uma tbm: Como funciona o lastro do Banco de Palmas?

Joaquim ressalta seu papel de líder comunitário, não economista – aprendeu pela prática. Logo, suas

respostas são baseadas nas experiencias do Banco Palmas.

Qdo criaram moeda palmas – 2 processos do Banco Central

– Entendimento do empreendimento como banco de agiotagem – processo arquivado

– 2003 – banco obteve mta visibilidade devido à imprensa – devido a esse processo, banco chegou a ir a julgamento, mas ganharam causa.

Depois disso Banco Palmas moveu processo contra Bco Central para que se este posicionasse em relação à moeda social.

Resultado: acordo em 3 pontos:

1 – moeda lastrada em reais

2 – moeda tem série de elementos de segurança

3 – possibilidade de câmbio por moeda oficial

Pessoas trocam reais com palmas. P q? 5% de desconto para quem compra em palmas (custo de vida no bairro é mais barato se for usada a moeda palmas)

Assim, embora a moeda seja indexada em Real, na compra na comunidade, a Palma vale mais.

relação de indexação – permite câmbio:

preços se relacionam – tudo que pode ser feito com reais, pode ser feito com a moeda social.

Vantagem de se tirar Reais de circulação e manter a moeda social circulando: Palmas não migram para outros territórios.

Contudo, qdo pessoas precisam, podem trocar a moeda.

Não é risco para o banco central – pq há o lastro em real. Dentro do marco legal – moeda é representação do que se tem em reais.

Taxas de juros: Banco Comunitário tem tese de que taxa de juros deve ser a menor possível (ideal – juros zero), já que não é objetivo ganhar $.

O foco, a razão de ser do Banco Comunitário é o desenvolvimento local – se bairro cresce economicamente, todos crescem economicamente.

Captação de recursos:

junto ao BB a 1%

Política de juros: crédito evolutivo com juros evolutivos, de acordo com a renda

quem ganha mais, paga mais

Problema captação do recurso – Brasil precisa de política consistente de microcrédito.

Fundos de investimentos

na Europa – legislação monetária é mais flexivel do que no Brasil – próprios bancos criam experiências menores

Não tem nenhuma informação acerca de experiências desse tipo no Brasil.

Banco Central – instituição de uma comissão de estudos – iniciativa de chamar seminário nacional, que será realizado em novembro – 2 dias com rede de bancos comunitários.

Houve tempo de litígio com Bco Central e hj tem-se acordo, mas é necessário marco legal para garantir continuidade das experiências. Daí a importância desse seminário.


4) <Dudu_Massa> Que agentes da comunidade foram fundamentais para introduzir a idéia do Banco Palmas à mais pessoas que viviam ao seu redor? Há Laços maiores que unem essas pessoas além do banco?

<felipe___> Felipe Bannitz – ITCP-FGV. Joaquim, gostaria de saber se o Banco Palmas e a Rede de Bancos a Comunitarios organizam Bancos de Tempo, para organizar e tornar permanete as trocas de horas de servicos como reparos domesticos, massagens entre outros, como estrategia de aproveitar melhor todo o potencial dos trabalhadores desempregados ou subempregados do Conjunto Palmeiras, estimulando-estimulando-os a se inserirem melhor no mundo do trabalho.

No Conj. Palmeiras se trabalha com moeda social local circulante – outro formato de organização das trocas, diferente do banco de tempo.

Ainda não evoluíram nesse tipo de experiência .

Existem vários formatos de moedas sociais que não são concorrentes ou antagônicos, mas que se complementam.

Trabalhadores do banco palmas – responsável por acompanhamento de outros bancos.

No ceará existem 27 bancos comunitários.

Alimentam mto ideia de que pessoas devem se formar em termos técnicos e conhecer filosofia, história, objetivos.

Programa destinado a jovens da comunidade: aprendem e viram consultores – responsáveis por passar metodologia adiante.

Relação direta com funcionários e comunidades – FECOL (Fórum Econômico Local) – controladoria social do banco palmas (Todo banco comunitário deve ter um conselho local. Em Palmas é por meio desse fórum que Banco presta contas à comunidade)

Banco Comunitário não tem dono; é uma associação e, portanto, é do coletivo.

Um dos motivos da crise econômica: bancos americanos sem controle da população, estímulo ao consumo alienado, empréstimos. Não há necessidade de prestação de contas: Bancos quebram, crescem, ficam com lucro, fazem o que querem. Por isso, no caso de Bancos Comunitários, fórum é questão de essência.

No Brasil – jornada pela democracia econômica.

Sistema financeiro brasileiro: 6 bancos dominam sistema brasileiro local e não prestam contas –

sistema mal debatido, anti-democrático.

População tem que ser dona de seu sistema financeiro – bcos comunitários têm mostrado essa possibilidade. Controle social é fundamental.

Questão da inadimplência: se pessoa não paga, seu nome fica no fórum. Coletivo pode cobrar dívida ou, caso haja motivos para o não pagamento, o coletivo busca ajudar.

5) <Danilo_INCOOP> Joaquim, vc conhce algum empreendimento de economia solidária ligado a cadeia da cultura? Se sim, conte para nós um pouco deste(s) empreendimento(s)

Conhecimento restrito ao Conjunto Palmeiras: Cia Bate Palmas – Empreendimento Econômico Solidário que já obteve crédito junto ao banco 3 ou 4 vezes .

Envolve 40 jovens da comunidade em 4 atividades culturais:

5.1 – banda

5.2 – casa de construção de instrumentos musicais – percussão (mas tb mascaras, bonecos gigantes)

5.3 – estúdio de música – não mta qualidade, mas suficiente para gravar cds e ensaiar.

Lançamento do cd da banda do conjunto – produção no próprio conjunto (músicos, instrumentos, gravação)

O maior desafio de uma experiência como essa não é ter pouco $, mas sim conseguir implantar a cultura da solidariedade, pois bombardeio que vem de fora, da mídia, é muito forte.

As músicas da banda valorizam cultura local.

Papel de levar cultura de consumir produtos locais.

Concurso: 10 ideias para um bairro prazeroso

origem: crack tem devastado comunidades

hipótese de que ele chega e domina pq as pessoas não têm prazer na comunidade

Além disso, algumas pessoas comercializam crack para conseguir $ fora do território.

6) <rogerio-IGC-Goia> o banco palmas esta aberto a todos?

O banco é aberto a qualquer morador da comunidade.

Pessoas de fora da comunidade podem adquirir moedas para comprar no comércio local.

Credenciamento de empresas parceiras.

Ex: produtos de cultura – microfones, caixas de som – não são comercializados no bairro, então lojas são credenciadas para receberem Palmas, que podem ser usadas para consumo dentro do bairro ou podem ser trocadas por Reais.

Resumindo, nada impede credenciamento de outras empresas, pois isso aumenta base monetária local.

7) <Pablo_Cubo> Joaquim, entre os dias 19 e 22 de agosto, muitos dos nossos coletivos estarão na feira da musica de fortaleza, seria possivel agendarmos uma visita ao banco palmas e uma reunião com vc durante algum desses dias, seria muito bacana!


<Pablo_Cubo> gostaria de retribuir o convite e chama-lo para participar do congresso fora do eixo que sera realizado entre os dia 21 a 26 de setembro no acre, seria otimo que ele fosse um dos consultores de nosso congresso no dia dedicado ao fora do eixo card.


<Victor_Catraia> Joaquim, o que você sugere pra que os coletivos façam e implementem o sistema de cards com uma moeda solidária? Dê suas dicas pra nós!

Moeda do circuito poderia se desdobrar em moedas destinadas a circulação em pequenas localidades, como um bairro ou pequeno município.

Implementar de forma mais transversal, em territórios específicos, a fim de avançar para montar cadeias produtivas mais locais e estimular outros tipos de EES.

Base- deixar riqueza produzida na mão de quem produziu

Está tramitando no congresso nacional uma lei que cria no Brasil um marco legal da moeda social.

Coletivos devem ter legalmente direito de criar moeda social e ter acesso à investimento público.

Contradições – parte do governo é à favor, parte é contra experiências desse tipo.

Se lei for aprovada, governos são obrigados a reconhecer e apoiar moedas sociais.

Necessidade de se juntar: fortalecimento para lutar pela Economia Solidária.

Resumo GD Observatório Fora do Eixo – Trocas Solidárias

1º OBSERVATÓRIO FORA DO EIXO

Quarta-feira – 5 de agosto

GD – Trocas SolidáriasPalestrante – Felipe Bannitz – TCP-FGV Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getulio Vargas

Trabalha com pesquisa científicas – moedas sociais

Indicação da Incoop por olhar para finanças com base na crítica ao capitalismo

faz parte de ITCP (Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares) de São Paulo, que tem olhar para finanças para entender problemas do mercado financeiro (questões complexas no sistema monetário atual, baseado no dólar)

com base na crítica, constroem uma nova proposta, baseada na Economia Solidária

Contexto:

capitalismo – forma de organização social econômica e politicamente baseada na competição

gera ganhadores e perdedores

ganhadores vão acumulando vantagens e perdedores acumulam desvantagens

resultado – exclusão, cultura de guerra silenciosa – olhar para o outro como uma ameaça

divisão básica do mercado

1) trabalho – produto: força de trabalho – considerada uma mercadoria que pode ser comprada e vendida

cooperativismo – vem romper com essa lógica – autogestão

associação entre iguais (em vez de patrão e empregado)

2) bens e serviços – produção – mercado imperialista dominado por grandes oligopólios que acumulam cada vez mais força (Ex: Monsanto, que conseguiu barrar cartilha sobre alimentos orgânicos)

3) financeiro – problemas estruturais

tentativa de reinverter 4 pontos

3.1) emissao de moeda – feita de forma heterogestionaria – taxa de juros (preço da moeda) – dinheiro é vendido pelos bancos

quem pega $ paga o preço da moeda que são os juros. Esse controle é feito de forma centralizada, e fora do controle do Estado (ação dos grandes conglomerados) – a população fica totalmente alheia do entendimento e da possibilidade de influenciar o controle monetário.

3.2) toda moeda que é criada nova baseada em dívida

banco recebe depósito e pode emprestar valor superior ao que foi depositado.As moedas são colocadas no mercado através de dívidas

em vez de ser usada como ferramenta de distribuição de renda, expansão da massa monetária gera concentração de renda – bancos

sugestão de vídeo: money as debt – http://www.youtube.com/view_play_list?p=563AEBBD4EEFDDCB

3.3) juros compostos – juros sobre juros – faz com que dividas cresçam

isso obriga o crescimento das economias nacionai.  A economia capitalista tende a crescer ao infinito (juros levam a crescimento exponencial) – único ser vivo que cresce infinitamente é o cancer – fim é a morte – se tendencias se mantiverem, tendencia é a morte do planeta

juros sobre juros levam a priorização de investimentos de curto prazo, daí a dificuldade em investimentos mais estruturais, como habitação, agricultura orgânica – que geram retorno a longo prazo (superior a 5 anos).

esses pontos – paradigma da escassez (a teoria econômica clássica tem como base a escassez)

plástico, petroleo, trabalho, terra – escassos, logo, moeda também tem que ser escassa

se moeda for abundante para possibilitar trocas não ia haver juros, não ia ser possível fazer $ com $

Muitas pessoas têm possibilidade de oferecer produtos, serviços ao vizinho que, por sua vez, também tem o que oferecer, mas isso não acontece porque não tem moeda.

emprego que vai te dar $ para vc comprar o serviço do seu vizinho

moeda como ferramenta de corrosão social que dificulta o florecimento do potencial produtivo das pessoas

pq não pensar num sistema financeiro global?

É factível às pessoas compreenderem a questão da mais valia

entender as questões do merc financeiro é mais difícil

não temos formação que garanta a possibilidade de entendimento de como a economia funciona hj e de como podemos, a partir de um olhar crítico,construir, coletivamente, um novo modelo

comunidades exitosas – possibilitam entendimento de como isso pode ser possível

heterogestão – hj moeda é gerida pelo banco central

contudo, existem experiências em bairros, comunidades que criaram suas próprias moedas e as gereciam de forma autogestionária (a partir de processo de alfabetização financeira)

hj temos certo aval do Banco Central para essas moedas, pois elas são identificadas como uma estratégia de combate à pobreza

questão da moeda criada com base em dívida

Programa Fome Zero – renda básica

perspectiva interessante: governo poderia emitir a moeda com base na renda cidadã

questão dos juros compostos

qdo se cria uma moeda – ideia é facilitar as trocas

pessoas entendem que moeda serve prá isso, podem passar prá frente

moedas sociais não levam juros por causa do paradigma da abundancia

não se guarda moeda social no bolso

quando se retêm a moeda – ela se enfraquece

a ausência de juros ajuda, portanto, que a moeda exerça seu papel de ferramenta de trocas

juros compostos – prioridade investimentos de curto prazo

o uso das moedas sociais prioriza investimentos de longo prazo (atividades econômicas culturais educativas, cujos resultados vêm depois de anos)

moedas nacionais deveriam priorizar baixas taxas de juros para estimular criação de novos empreendimentos

ideia da moeda social não é substituir moeda nacional, mas sim aquecer economias locais

por isso se fala de sistema de finanças global – viabilizar intercâmbios

Práticas para implementação moeda social:

1) Banco de Tempo – sistema de contabilidade de horas de trabalho. Valorização por tempo – diferente da lei de mercado estabelecida hj (lei da oferda e da procura.

pessoas interessadas em intercambiar, por meio de boletim impresso ou online, oferecem seus serviços e apontam suas demandas

necessário um certo controle das dívidas e créditos para que não haja acúmulo (o desejável é que exista uma tendencia ao zero)

indicação de software que ajuda grupos a formarem bancos de tempo, ajudar fazer contabilidade das horas

No banco de tempo há um resgate do valor do trabalho! O TRABALHO GERA A RIQUEZA E DEVE SER REMUNERADO E VALORADO – ligado ao socialismo científico e o marxismo. A relação é com a quantidade de trabalho investida, não com a oferta daquele tipo de serviço (que é o que ocorre numa economia baseada na escassez – lógica do mercado: lei da oferta e demanda independentemente da quantidade de trabalho envolvida nisso. Ex: agricultura

2) LETS (Local Exchange Trading System) – caderneta (que pode ser online) baseada em valor monetário.

Funciona basicamente como banco de tempo, mas possibilita troca de produtos tb.

Valor monetário dos produtos/serviços pode ter paridade com a moeda corrente ou o valor pode ser combinado dentro do grupo.

Limitação: qto maior o grupo, mais difícil a gestão (o software ajuda, mas qdo grupo é mto grande, podem ocorrer problemas de sobrecarga em algumas pessoas)

Mais próximo da economia capitalista  dinheiro, acúmulo – perde um pouco da essência do banco de tempo – da troca, por outro lado, há uma oportunidade de crescimento e aumento da capacidade de abranger maior número de pessoas.

3) Feira de Trocas (origem no LETS) – pessoas se juntam e criam uma moeda que facilita trocas

possibilita a expansão da moeda social

o débito e o crédito estão implícitos

feiras reúnem os “prosumidores” (produtores e consumidores)

Experiência mais próxima da lógica de mercado – chegamos mais perto do dinheiro mesmo (percepção da prática), da cultura do guardar $, que gera efeito em cascata de enfraquecimento da economia local

Por outro lado, se ganha a possibilidade de crescer (feira de trocas em SP reúnem cerca de 300 pessoas / na argentina feiras de trocas chegaram a reunir 3000 pessoas)

(Existe um debate sobre tamanho adequado)

Por trazerem um pouco a lógica do merc tradicional, feiras ajudam as pessoas a se alfabetizarem em economia, através da vivencia – espaço pedagógico

usadas como instrumento para preparar empreendimentos para entrarem no mercado (não para aprender a ser competitivo e agressivo, mas para aprender a se defender neste mercado)

feira de trocas uma das prioridades na ITCP

Uma feira de ecosol não é só um espaço para trocas monetárias e de produtos, traz uma conscientização para os participantes – espaço pedagógico, imersão, vivência e entendimento (em feiras de ecosol, sempre há palestras e oficinas, além das trocas proporcionadas pela vicência e contato com outros empreendimentos). Os empreendimentos vão se preparando nessas feiras (escola) – eles entendem melhor o funcionamento da economia e assim a se defender com práticas mais solidárias (entendem que podem criar moeda a partir de seu próprio trabalho).

ajuda tb a resgatar a auto-estima das pessoas (normalmente dificuldade de conseguir $ – qdo recebem moeda social, percebem que têm algo a oferecer – revolução psicológica)

ferramenta terapêutica – trabalho tb com saúde mental

4) Bancos Comunitários

experiencia do Banco Palmas – conseguiram fazer com que o comércio local aceitasse a moeda social – moeda deixa de ser restrita a espaços fechados e passa a ser aceita em todo o bairro

(que vira um “mercado-escola”)

do banco de tempo para as feiras de trocas se perde um pouco do significado do trabalho pq, para garantir aceitação da moeda no comércio, é necessário garantir que essa moeda possa a ser trocada por Real (lastro)

potencial de reorganizar consumo e produção local

Porque os bancos comunitários devem ter lastro (cada moeda colocada em circulação deve ter uma moeda corrente guardada para garantir resgate da moeda social), entra-se novamente no paradigma da escassez – comerciantes tendem a guardar a moeda

Contudo, os bancos comunitários têm capacidade de mudar vida das pessoas de forma mais intensa, fortalecendo o comércio local.

Resumindo:

Banco de tempo – valoriza mais o trabalho, mais “pedagógica”

Bancos Comunitários – semelhança em relação à economia hegemônica, maior alcance

É preciso ver o que é mais adequado para cada local

Cubo Card – sistema próximo do LETS

PERGUNTAS

Pergunta 1: Lenissa Lenza – Espaço Cubo (MT)

Queria saber exemplos de moedas complementares no brasil?
e também como um banco solidário chega num valor total de moeda pra colocar em circulação?

Pergunta 2: Talles Lopes – Coletivo Goma (MG)

Felipe, o CFE tem como uma de suas principais ferramentas o Fora do Eixo Card. Temos duas moedas já implementadas fisicamente, o Cubo card e o Goma card. Vc conhece outras experiencias como essa no campo cultural? Como somos hj 40 pontos fora do Eixo, e o indicativo é de que todos criem suas moedas, qual seria a maior dificuldade para integrarmos todas estas moedas num único sistema?

existem hj 50 bancos comunitários, logo 50 moedas complementares ligadas a esses bancos

5 redes estaduais de trocas solidárias

2005 – 120 moedas cadastradas (impressão de que mtas moedas acabaram / chute – 100 moedas complementares em circulação, principalmente no nordeste, SP e sul)

5 moedas

no sul + 5 experiencias

bancos comunitários – mecanismo de inserção de moeda, devem garantir retenção de reais

parcerias com BB ou Caixa, principalmente

qdo se pega crédito para reformar casa – empréstimo em moeda social sem juros

compra de material de reforma com moeda social

comerciante que vende esse material paga em moeda social o banco, que emprestou ao comerciante em Reais.

outra forma de colocar moeda social em circulação:

Negociação com comerciantes para que se consiga desconto quando pagamento é feito em moeda social

depois – troca moeda por reais

quantidade de moeda em circulação depende da capacidade de capitalização do banco

não conhece outras experiencias no campo da cultura

(guarujá – entrada em eventos é paga em garrafas pet / produtos reciclados = créditos em cooperativa)

ideia da moeda social é descentralizar – em vez de se criar grande grupo no qual se perde democracia

se existem várias feiras que aceitam a msm moeda – as menores se enfraquecem

diferentes estágio de implementação

se discrepância é mto grande – tendencia é que a moeda migre para os sistemas mais fortes

possível solução: sistema de cambio – trocar moeda na entrada da feira

a organização das duas feiras ficam com moeda uma da outra

de tempos em tempos se destroca essas moedas

se uma das feiras tem menos moeda – troca de produtos ou compensação em trabalho

ideia é deixar moedas locais, mas criar sistemas de cambio e compensações para manter o sistema

Pergunta 3: Mari – Amazonia

levando em conta a dinamica das feiras de troca, qual é o limite sustentável de participantes? quais as variaveis que se leva em conta?

Pergunta 4 – Carlos Eduardo – Massa Coletiva – SP

Em sua fala você citou o Centro de Atendimento ao Psicosocial (CAPS), como o trabalho junto ao CAPS pode se relacionar à esse modo alternativo de olhar o capitalismo e a vida?

Limite sustentável de participantes – qdo feira cresce e vc já não conhece todo mundo, deve-se dividir a feira, mas não há regra

cada feira tem sua autonomia para determinar isso

dicas: qdo se chega em 500 é hora de se pensar e variável importante é garantir que pessoas se conhecam

CAPS – ministério da saúde – forte nessa questão da integração da ES e saúde mental

existe uma pessoa dentro da Senaes só para cuidar desse tema

Economia Solidária é o caminho para que pessoas possam se reintegrar de forma harmônica – ambiente mais saudável, propício para que pessoas possam se desenvolver

trabalho gera prazer qdo exercido sem pressão, sem cobranças excessivas – espaço terapêutico

dentro dessa discussão existe uma rede de Saúde Mental e Ecosol no estado de SP

Serra – indicação da Ecosol como método para trabalhar saúde mental

Caps – oficinas de artesanato, terapêuticas, de convivência – desdobramento disso é formação de grupos para geração de renda

feira de trocas – convivência ampliada – troca econômica entre grupos

sentimento de utilidade devido ao interesse por aquilo que foi produzido

Pergunta 5 – Piti – Cidadao do Mundo – São Caetano – sp

Até onde o intercambio entre uma moeda social e uma moeda comum pode influenciar e prejudicar a essência de trocas solidárias e conscientes?

Pergunta 6 – Laura – Lumo – Recife – PE

Como funciona, no sistema de bancos populares, a questão do investimento no lastro em “moeda oficial”? É um investimento normalmente feito pelo poder público?

limitação – para colocar moeda em circulação, necessário ter dinheiro

perde-se a essência do paradigma da abundancia, essência pedagógica das trocas

outro problema: tendência à retenção da moeda – se comerciante pode trocar moeda social por real, tende a guardar a moeda para ir trocar depois – trocas minguam

necessário colocar o trabalho em funcionamento para gerar riquezas

bancos comunitários – investimento do lastro em moeda oficial é problemático pq não leva a um fluxo

estoque é um problema

não adianta guardar o $ na conta do banco para fazer as trocas com os comerciantes porque depois de um tempo os comerciantes trocam as moedas e a moeda social acaba, sai de circulação

moeda tem que entrar e sair – tem que haver fluxo

importante construir mecanismos para recolocar moeda em circulação (ex: empréstimos em moeda social com o incentivo de não pagamento de juros – leva ao consumo no bairro e, consequentemente, ao fortalecimento comercio local)

negociar descontos com comerciantes – troca-se moeda corrente da população (ganha como salário) por moeda social por conta dos descontos

comerciante paga empréstimos obtidos em moeda corrente com moeda social.

microcrédito – sustentabilidade, continuidade

importante desmistificar os juros, que são importantes para garantir continuidade do processo (pois algumas pessoas não vão pagar), mas juros devem ser justos

Pergunta 7 – No Banco de tempo, o valor dos serviços são medidos em horas de trabalho, um critério quantitativo. Como tratar a questão da produtividade e da diferença da qualidade e um mesmo serviço ? Eles valem a mesma coisa?

Essa é uma questão mal resolvida inclusive no socialismo – decisão do grupo

banco de tempo – troca de hora por hora de qualquer serviço, independentemente da qualificação necessária para o desempenho da atividades

se sai disso, vira LETS

preço não precisa ser compatível com real – pode-se criar um outro critério de precificação

e aí se faz o intercambio

diferença de qualidade, teoricamente, ninguém vai comprar (questão colocada por P. Singer)

pessoas tendem a comprar daquele que produz com melhor qualidade

Singer – Estado tem que resolver isso – reinserir pessoas cujos serviços não têm qualidade suficiente

horas de estudo e responsabilidade – questões que o grupo deve discutir

Resumo GD Observatório – Atual contexto Ecosol Brasil

1º Observatório Fora do Eixo
terça-feira 4/6/2009
Palestrante: Diogo Manetti
– SENAES
Painel: Atual Contexto da Economia Solidária

Histórico do Cooperativismo

Princípios do cooperativismo
– solidariedade
– cooperação
– autogestão

porém, várias cooperativas não praticam esses princípios. Várias cooperativas só utilizam esse formato jurídico para burlar a lei do regulamentação trabasta. – Coopergatos. As características de uma cooperativa de ecosol, trazem os princípios do cooperativismo, porém são
lhi
década de 60/70 – camponeses já se organizavam de forma coletiva, outro ex. são os quilombolas – organização social de subsistência, autogestionária.
m
Cooper. surgiu como resposta da rev. industrial. – a ecosol com essa roupage surge no brasil com na dec de 80. – proj alternativos comunitários. Organização social e economica – mto importante para o processo de crescimento social – questão de opção –

final de 80 início de 90 – processo de abertura econ. no Brasil (neoliberalismo e diminuição do estado) – situação – fechamento de mtas empresas – direitos dos trabalhadores que eram demitidos não eram suficientes para a sustentabilidade dos mesmos – eles formavam o exército de desempregados – que começaram a se organizar (moviumento sindical) –> sugem as fábricas/empresas recuperadas autogestionárias. Hj são diversas empresas recuperadas (ex. canôes, produzem navios para petrobrás, unifor – empresa forte, principais funções do brasil). –> incorporação da ecosol em políticas públicas!!! –> deixou de ser um debate federal e passou a ser discutido nos municípios tbm. Meio da déc de 90 – Paul Singer começa a escrever sobre a Ecosol.

Anos 2000 – Primeira política pública estadual (Rio Grande do Sul) – Momento muito importante para a economia brasileira.

Secretaria nacional tinha um grande desafio – fazer uma política de ambito nacional, ainda mais nas dimensões do Brasil. Necessidade de um mapeamento da Ecosol. Os últimos dados – 51% dos municípios – 22 mil empreendimentos de ecosol no Brasil. Isso possibilitou o diálogo dentro e fora do governo com a Ecosol. –> Foum Social Mundial –> visibilidade para Ecosol.

O modelo da Ecosol está sempre aberto… não há uma fórmula, pois depende dos diversos atores que o compõe, suas individualidades e contradições.

Crescimento da Ecosol nos últimos anos – Conselho Nacional de Ecosol, pol publicas do Gov Federal (oferecidas para os empreendimentos), ainda estamos longe de responder a demanda, 3 principais necessidades mapeadas – crédito, comercialização, formação e acessoria técnica.

Hoje os atores conseguiram chegar em uma identidade da Ecosol – objetivos comuns – estamos vivendo uma verdadeira transição – nivel de des. tecnologico mto grande – deslocamento dos investimentos economicos do setro fincanceiro para o produtivo – esgotamento total da capacidade do nosso planeta em responder ao padrão de vida estabelecido –

Mudança de consumo, mudança cultural, mudança do padrão patrão-empregado (modelo organizativo). modelo de democracia burguesa (modelo Frances é demonstrativo e não participativo). Exemplo de exceção: OP de Porto Alegre. Discurso da juventude de esquerda: antiquado e que não atrai ninguém. É necessário encantar a juventude com estas novidades. O SENAES se propõe a ser os orientadores deste processo. Modelo do Circuito Fora do Eixo é exemplar. Papel importante que o Circuito Fora do Eixo pode contrinuir. Precisamos pegar a disposição das pessoas em se organizar -> trazer para a discussão da ecosol para mudar o modelo de sociedade.

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Perguntas:

1 – thiago_Retomada thiago, Retomada, de Montes Claros: Qual o papel do Governo, como agente executor das políticas econômicas, nesse processo de transformação dos meios de produção? (fim)
O estado brasileiro tem um poder mto grande – é o ṕrincipal consumidor do brasil. Ele defendia o papel redutor do estado. O estado se inventar que vai apoiar determinado empreendimento, ele tem o poder impulsionar esse setor da economia. Ex: Minha casa minha vida – amplia a disponibilidade e estimula o setor economico – solução da crise – o gov tem o poder de financiar essa economia!O governo amplia as condições de moradia e usou o poder dele de compra e estimulou a economia. O governo em qualquer esfera poder estimular a economia, poder comprar maquinário, contratar pessoal para assessoria, alugar, etc. Ele não pode ser o protagonista do processo, tem ser apoio. Não pode ser visto como adversário, tem de sentar na mesa e conversar.

2 – nobre_foradoeixo Dione, coloque mais especificamente as ações da SENAES com a Cultura?
2004 – tentativa de relacionar a cena ind de musica com economia solidária. Resultou seguindo a conversa com o fabricio nobre para a criação da ABRAFIN. Parceria do Governo com a Abrafin – relação com todos os festivais e o governo. Minc – convenio com a abrafin para poder manter o processo de integração, articulação e mobilização do Circuito Fora do Eixo. –> curso sobre ecosol para aprimorar a relação. Identidade da Ecosol com todo o processo – organização das bandas, casas, coletivos e festivais.
3 – nobre_foradoeixo sobre como podemos fazer para ter mais forte a presença da Economia Solidária dentro próprio governo federal e nas outras instancias (estadual e municipal)? Como podemos mobilizar isso?
Hoje tem várias instancias: FBES –
Forum Brasileiro de Ecosol. Ele ainda sente falta de mobilização das cidades (municipal), não dá pra vir de cima pra baixo, as cidades precisam se organizar, procurando os sec. muncipais e estaduais até chegar no ambito federal. Não tem como a SENAES tomar as decisões sem essa mobilização das cidades. os municípios tem que ser mais propositivos.
É preciso levar o tema da Ecosol para outros ministérios, mas o crescimento da ecosol na base é que precisa pautar o governo e não vice e versa.


4 – T
alles_Goma: Dionne, a Senaes antes mesmo do MINC identificou a força deste novo movimento associativo dentro da musica brasileira, capitaneados pela Abrafin e pelo CFE. Como vc avalia hj estes 3 anos de parceria, e como vc acredita que podemos dar sequencia a este trabalho?
Uma das melhores experiencias. Porém é complicado por causa de normas e exigencias que não se cumprem. (Ex.) Demorou 2 anos para fechar a parceria com a Abrafin. Festival pode replicar novos valores, espaços de debate, discussão conscietização da juventude – conj de possiblidades que mtas pessoas não enxergam qie a cultura está associada ao trabalho (por causa de preconceito), as pessoas não incorporam a cultura como questão importante dentro da educação e trabalho.


5 – robson_cidadão do mundo –  quando se fala em economia solidaria ah um ponto nevralgico entre politica publica e politicas sociais. Como resolver isso?

– completar

6 – pergunta pablo: Como ele ve essa rede de coletivos no pais? E como ele ve a construção de um banco nacional de troca de moedas?
Entusiasta da rede. O gov tem que definir melhor qual é o papel nisto tudo. Qual é o papel do Circuito na Ecosol???
Banco nacional – idéia mto interessente, o banco central está querendo regular/reconhecer as moedas. É uma idéia mto legal, e com certeza o gov é parceiro. Instituto palmas tbm

7 – gnueverton (everton) – Não existe possibilidade de mudar a sociedade sem pensar a economia solidária, sem pensar o softwarelivre, sem pensar a comunicacao comunitária: E por isso, pergunto como ele vê a relação entre essas 3 áreas.
Everton – software Livre
Everton que abriu esse meio do sft livre e linkou com ecosol. – “Libertou” o comp do Dione do soft proprietário!
Tem tudo a ver. Você começa a entender as coisas. O governo paga um caminhão de dinheiro para os sft proprietários, eqto já existe a possibilidade de migração para o sft livre e economizar essa verba. Precisamos “libertar” essa rede do sft proprietário, pois o sft livre democratiza
e a produção? é livre?
– completar

8 – musico da argentina: Como acha que um país como Argentina, onde o estado nao da apoio nenhum a cooperativas e organizações de economia solidaria, poderiam ser daodos os primeiros passos pra mudar essa ralidade?
existe um movimento para a Articulação Latino Americana. Convite para estsr presente no Forum Nacional de Ecosol de 22 a 24 de janeiro em Santa Rita do Sul. E neste evento talvez poder conversar para ajudá-lo para contribuir no processo do crescimento da ecosol na argentina…

Esse debate sobre a ecosol é um debate mto atual e pretendemos avançar na luta contra esse modelo atual que é incapaz de , nocivo ao meio ambinete, e que não vai contribuir pra nos tirar da situação brutal que nos encontramos hj. A ecosol é um novo modelo que precisamos construir. autogestionario, coletivo, é um procsesso longo, mudança cultural, afirma que acredita no que estmos contruindo, 40 milhoes de trabalahadores, precisamos continuar mantendo essa relação integrando os diferentes segmentos que a ecosol abrange (soft livre, radios comunitáris etc.)

Resumo GD Observatório Fora do Eixo – Movimento Ecosol

Ata Observatório Fora do Eixo

Palestra de segunda-feira dia 03/08 – Sede do Massa Coletiva

Palestrante: Shimbo

Movimento de Ecosol
características:
Autogestão
Organização coletiva
Maioria das inciativas são cooperativas, existem tbm associaçoes e empresas autogestionarias

princípios:
Adesão livre e esclarecida
Cooperação (ao invés de competição) – dentro ou entre coletivos

Experiencia em São Carlos – parceria com Massa Coletiva

EcoSol e Desen Territorial – outros direitos de cidadania (saude educaçao e cultura)

Gerar trabalho e renda ja é um desafio, fica maiscomplicado no desenv. territorial

Iniciativas: Cooperativas de produção e trabalho, questionando as grandes cooperativas e as cooperativas fraudulentas (coopergatos)

Análise do circuito fora do eixo enquanto rede de articulação política (não tem CNPJ). Existem EES, rede, associações

Tem outras atividades: banco comunitário, banco de tempo, compras coletivas, etc.

Outras ITCPs para possíveis parcerias com os Empreendimentos de cultural pelo Brasil. Parceria INCOOP-Massa Coletiva.

Ator importante – governo

SENAES/MTE – falta as secretarias estaduais e mucipais

Conselho Nacional de EcoSol, tbm não tem estadual e municipal

Marco Legal: Lei geral do cooperativismo, Lei da Economia Solidária, Leis estaduais de EcoSol. A lei Federal de ECOSOL  está em tramitação no Senado atualmente e eve ser aprovada (esperamos todos) até o fim do ano. IMPORTANTE articulação política dos coletivos para pressionar esta aprovação!

Semestre passado em São Carlos: marco legal à elaboração de ante-projeto para ser submetida a câmera de regulementação da EcoSol no município.

Promotorias públicas (ator estratégico). Não sabe de mobilização para aproximação do movimento da EcoSol a promotorias públicas

Temos de começar a pautar nas administrações publicas a EcoSol.

Instâncias do Movimento da Ecosol
Foruns Municipais, regionais, estaduais e o brasileiro.
Coletivos devem procurar se relacionar com os foruns muniipais para inserção no movimento nacional.
Mapeamento nacional – SIES – Sistema Nacional de Informação em Economia Solidária – Necessidade do Circuito aparecer nesse mapeamento.

Perguntas:

PRIMEIRA PERGUNTA: [20:35] <Talles_Goma> Quais os principais desafios para se concretizar práticas em economia solidária?

Shimbo: Como podemos operacionalizar os princípios da EcoSol: Como garantir a democraicia? E como garantir a divisão equitativa do trabalho? Desafio: mediação entre trabalhos físicos e intelectuais. Principal desafio: desenvolver a Economia Solidária no país para que um dia se torne hegemônica. Papel dos fóruns municipais, estaduais e municipais.

b) Qual a importância de transformações culturais neste processo?

Diversificar as iniciativas culturais e delas criar novos EES (montagem de palco, som, etc). Aproveitar aquilo que já está acontecendo em vários territórios no país.

SEGUNDA PERGUNTA[20:35] <Pablo_Cubo> queria que ele falasse da diferença dos bancos de tempo e bancos de serviços:

Shimbo:Existência de tabela de serviços. Como ela é formatada? Discussão do ultimo dia. Banco de Tempo (exp na Espanha): a moeda e é a tempo.

TERCEIRA PERGUTA[20:34] <Piti_Cidadao_do_> Existe alguma lei de fomento à economia solidaria, em alguma instancia do poder público?

Shimbo: Sanca se baseou em outras leis municipais.Alguns estados já tem suas legislações.

QUARTA PERGUNTA [20:38] <[NOIZE]> Professor, pode nos citar algum municipio que ja tenha lei própria de econimia solidária, e como nós que moramos distantes podemos ter acesso a esses modelos? E como trabalhar a implantação destes modelos no nosso municipio?

Dica: Site do fórum brasileiro de EcoSol: FBES.org.br e e-groups

QUINTA PERGUNTA [20:38] <Pablo_Cubo> queria que ele falasse mais do lance da adesão livre….muitos coletivos vivem a realidade do entra e sai de pessoas e que demora pra se nivelar o debate e o comprometimento dentro de um coletivo…como ele ve isso

Shimbo: As psessoas tem de ter o conhecimento do movimento da EcoSol, de onde e o que é o Empreendimento que ela esta entrando. É necessário leitura dos encontristas, oficinas oferecidas pelos EESs, encontros, observatório (espaço de formação). Entrada de entrada e saída (com tranisção).  Processo de inserção deve fazer experimentações com critérios que devem ser testados.

6 – Bim_Goma: Qual seria a melhor maneira de institucionalizar legalmente os coletivos dentro de uma única perspectiva sob o viés da economia solidária? Para facilitar as trocas e captção de apoios.

O coletivo deve decidir se quer o cnpj – que vai fazer troca com o mercado e obter financiamentos. Ficar atento as diversas formas (editais, premios, etc) na área de ecosol.

Importante é a articulação política – não necessita de cnpj. A questão da institucionalização não é precedente, aindanão é necessária, mas pode ser estratégico.

7 – Gil ( gil é do movimento hip hop organizado brasileiro) Professor existem muitos editais para economia solidária e empreedimentos solidário no FINEP mais sempre é exigida uma fundação universitária de pesquisa para que o projeto com coletivos, associações e cooperativas participel. o Sr. num acha que issu burocratiza muito o processo e tb amarra o projeto há uma faculdade??

A Finep financia estudos de pesquisa.

A Incubadora vira parceira dos projetos.

Setores de baixa renda são beneficiados pelas incubadoras.

No caso do Massa coletiva, a parceria se dá por um financiamento externo, e o Massa se compromete

8 – pablo: quero que ele fale sobre as moedas complementares, ja que temos o cubo card, a lumoeda, o goma card e como e qual seria o melhor modelo de banco central…ja que estamos começando a conectar todas essas moedas.

Os coletivos que participam de moedas solidárias devem decidir entre si como serão feitas as trocas. A partir do acúmulo e contradições de cada coletivo e suas particulariadades.

É necessário mais pra frente, que haja o marco legal (lei de apoio). Ë necessario beber de experiencias externas já avançadas.

9 – Quais são as dificuldades encontradas pelas cooperativas autenticas de ecosol? Ataques às cooperativas de serviço.

Cooperativas de serviço, pela visão de algumas instituiçoes, ainda tem vinculo empregatício, pautadas na CLT. E por mais que elas sejam legítimas, com todas as características da ecosol, elas são perseguidas pelos

Proj Lei. da cooperativa de trabalho – está sendo aprovada

10 – marcio_bumbareco> O seguinte: em Teresina, aonde moro e trabalho, a cena independente é muito desorganizada e sem uma ação politica junto aos gestores publicos. como a economia solidaria pode servir didaticamente a essa classe e coloca-las em confronto com sua realidade?

Primeiro é questionar a realidade de cada lugar. Diagnóstico.

Tem que ser participativo, vai definir quais são as diretrizes que serão adotadas.  organização da ecosol está pautada em iniciativas economicas

11 – Professor, indique uma bibliografia básica para ter uma maior compreensão de um empreendimento de ecosol

Paul Singer – Indrodução da ecosol

FBES  várias indicaçoes

Consideraçoes finais…

O papel dos empreendimentos de ecosol – consolidar os coletivos, formação de novos coletivos, participação dos foruns municipais de ecosol, começar uma articulaçao com o movimento de ecosol, participar dos foruns regionais e o forum brasileriro. Preparar para o Forum Mundial de Ecosol e primeira feira mundial de ecosol (22 a 24 de janeiro em Santa Maria RS). 25 a 29 – Fórum Social Mundial (Porto Alegre). Necessidade de sistematizaçao do circuito fora do eixo para que ele seja incluso no moviemento (ex. atlas da ecosol). As iniciativas do circuito tem que aparecer no atlas deste ano! Aproximação das Universidades Públicas.